Faltando 15 dias para o segundo turno, Mariana intensifica campanha e amplia alianças
Eleição acontece no próximo dia 27; candidatos trabalham para convencer indecisos, eleitores de esquerda e ausentes

Começou na última sexta-feira, 11, o horário eleitoral do segundo turno das eleições municipais deste ano. Nessa etapa, apenas dois candidatos disputam o pleito, e em Porto Velho, Mariana Carvalho (União Brasil) e Léo Moraes (Podemos) estão na briga.
Mariana obteve pouco mais de 44% dos votos válidos, abrindo uma ampla diferença contra o segundo colocado, Léo Moraes, que teve pouco mais de 25% dos votos. Porém, apesar da vantagem, o segudo turno é praticamete ‘outra eleição', e nessa fase as campanhas precisam se reinventar.
No dia seguinte a primeira fase do pleito, o terceiro colocado, Célio Lopes (PDT) anunciou que apoiaria Mariana Carvalho neste segudo turno, assim como Benedito Alves, quinto colocado. A candidata do União Brasil conta ainda com apoios de peso, como o presidente da Assembleia, Marcelo Cruz, o governador Marcos Rocha, o atual prefeito Hildon Chaves e boa parte da Câmara de Vereadores.
Esses apoios não representam exatamente uma transferêcia automática de votos, e por isso a coordenação da campanha optou por buscar fortalecer o vínculo direto com os eleitores. A abstenção o primeiro turno foi alta, quase 31% dos eleitores não compareceram ou anularam seus votos, e normalmente, no segundo turno, esses números costumam ser maiores. E é esse eleitorado que ambos os candidatos estão disputando.
Mariana, por motivos de agenda, deixou de participar do último debate do primeiro turno, promovido pela Rede Amazônica, mas isso não chegou a afetar seu desempenho. Alguns analistas acreditam que sua ausência trouxe mais benefícios que se ela tivesse participado. Porém, ela foi alvo de críticas dos concorrentes. Nesta segunda etapa, ela anunciou que irá a todos os confrontos.
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A candidata do União Brasil mantém a estratégia do primeiro turno, apostando em alianças para garantir a vitória, e vem atuando nos bastidores para ampliar o arco, que já reúne as principais lideranças políticas. A dúvida é até onde os aliados conseguem transferir votos. Por conta dessa dúvida, ela optou por uma campanha corpo a corpo e deu início a uma série de visitas nos bairros para espalhar suas propostas.
Em tempos de redes sociais e apostas no digital, a ‘velha maneira’ de fazer política, olhando nos olhos do eleitor, é a melhor aposta, já que a maior reclamação da população é exatamente o distanciamento da classe política. A antiga frase ‘político só aparece de 4 em 4 anos’ foi deixada de lado pela candidata, que promete ‘gastar sola de sapato’ para convencer o eleitorado.
De outro lado, Léo Moraes vem buscando fortalecer o discurso de que sua estratégia é a de estar 'coligado com o povo', tentando minimizar o amplo arco de alianças de Mariana.
O esfacelamento da esquerda em Porto Velho, que não conseguiu se unir em prol de um nome, resultou em desastre para ambos os candidatos, Célio Lopes e Samuel Costa (Rede), sendo que este último passou toda a campanha alegando ser ‘o único representante da esquerda'. Somados, Lopes e Costa obtiveram pouco mais de 32% dos votos, resta saber para onde vai esse eleitorado. Apesar de estar em um partido ligado a ultra-direita, Mariana sempre foi moderada, tendo sido filiada ao PSDB durante por quase duas décadas. Já Moraes integra um partido que institucionalmente se classifica como independente em relação ao Planalto e não se compromete com entrega de votos. Apenas cinco parlamentares, dos 15 do partido, apoiam o Planalto.
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Já o União Brasil, que tem Elmar Nascimento, tido como favorito à disputa pela presidência da Câmara, sinalizou que o partido ofereceu ao governo aliança nacional para 2026 em troca de apoio ao líder da bancada na Câmara.
Tanto Léo quanto Mariana possuem o mesmo perfil de centro-direita, o que, ideologicamente, em tese, não agradam a militância mais aguerrida de esquerda, daí um sinal de alerta sobre a possibilidade de uma abstenção mais alta no segundo turno.
Ambas as campanhas trabalham para manter a postura de equilíbrio em relação a pautas mais liberais, para evitar desagradar o eleitor de centro-esquerda, e são eles quem devem definir o nome do futuro prefeito(a) da capital.
Perfil
Mariana Fonseca Ribeiro Carvalho de Moraes (União Brasil) é natural de São Paulo (SP). Médica e advogada, tem 37 anos e ingressou na política aos 22. Foi eleita vereadora de Porto Velho (RO) em 2008 e deputada federal por dois mandatos consecutivos: 2014 e 2018. É presidente estadual do partido Republicanos em Rondônia. Concorre à prefeitura da capital rondoniense pela coligação Somos Todos Porto Velho (Republicanos/PP/DC/PRTB/PRD/PL/Agir/União/PSD/Avante/Federação PSDB Cidadania). Seu vice é o pastor Valcenir (PL).
Leonardo Barreto de Moraes (Pode) é natural de Foz do Iguaçu (PR). É pecuarista, formado em Direito, tem 40 anos e ingressou na carreira política aos 28. Seu primeiro mandato foi como vereador de Porto Velho (RO), em 2012, sendo eleito deputado estadual em 2014. Em 2018, foi eleito deputado federal. Concorre à prefeitura da capital de Rondônia pelo Pode. Sua vice é Magna dos Anjos Queiroz (Pode).
