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Filho de Fux, mulher de Moraes e ex-enteada de Gilmar: PF apura acessos ilegais a dados sigilosos de familiares de ministros

Operação da PF identificou servidores suspeitos de acessar dados fiscais de familiares de três ministros do Supremo, abrindo crise institucional de grandes proporções entre o STF e a Receita Federal

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã da última terça-feira, 17 de fevereiro, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou o que investigadores descrevem como uma possível rede de acesso ilegal a dados fiscais sigilosos de familiares de ministros da Corte. Em apenas dias, o caso acumulou demissão de servidor, imposição de tornozeleira eletrônica, depoimentos sob sigilo e uma tensão institucional que expõe rachaduras dentro do próprio Supremo.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação foi determinada em janeiro pelo ministro Alexandre de Moraes, após o Fisco alertar sobre acesso irregular aos dados fiscais da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, por um servidor lotado no Rio de Janeiro.

Os três alvos e o cenário da investigação

Até o momento, a investigação identificou que o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, teve informações fiscais sigilosas acessadas de forma ilegal. Além dele, a mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, e uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes também tiveram dados consultados irregularmente.

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