Fim de semana teve atentado a Trump, prisão de Nego Di e fracasso do governo Marcos Rocha na construção do Heuro
Noticiário foi intenso no Brasil e no mundo, confira esses e outros destaques

O fim de semana foi turbulento no Brasil e nos Estados Unidos. Por lá, o candidato a presidência, Donald Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato por um atirador solitário de 20 anos. O tiro atingiu a orelha direita do candidato e rendeu imagens fortes para sua campanha.
Analistas de segurança, como o ex-agente da CIA, a agência de espionagem americana, Larry Johnson, afirmaram que o Serviço Secreto dos EUA não fez o que deveria ter feito no controle de segurança durante o comício de Donald Trump, por isso o atirador conseguiu se aproximar a uma distância curta do político, em entrevista ao canal no YouTube Dialogue Works.
"O serviço de segurança deveria efetuar uma verificação completa não só do local da organização do evento, mas de todo o perímetro. Em tais situações você precisa ter uma visão geral de todos os lados, pelo menos 500 jardas [457 metros], de pessoas que têm o potencial de atirar - e ainda mais do que essa distância", disse Johnson.
O especialista ressaltou que o telhado do prédio onde estava o atirador se situava a 118 metros do local onde Trump estava discursando.
"Mesmo antes do evento começar, eles deveriam ter colocado lá [no telhado] um agente do Serviço Secreto. Mas isso não aconteceu", frisou Johnson.
De acordo com Johnson, há apenas duas conclusões a serem tiradas sobre o que aconteceu: ou o Serviço Secreto é completamente incompetente e simplesmente não fez o seu trabalho, ou seus membros estavam envolvidos no planejamento do atentado.

No Brasil, o assunto mais comentado do fim de semana foi a prisão do ex-BBB Nego Di, que na sexta-feira da semana passada já havia sido alvo de buscas por conta de uma operação do Ministério Público por suspeita de lavagem de dinheiro. A mulher do influenciador, Gabriela Sousa, também foi detida em flagrante em Santa Catarina com arma de uso restrito das Forças Armadas.
Nego Di e Gabriela foram alvos de mandados de busca e apreensão na sexta-feira durante uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul que apura suspeita de lavagem de R$ 2 milhões após a promoção de rifas virtuais que, segundo o órgão, são ilegais. As investigações estão em andamento.
Na ação de domingo, ele foi preso pela acusação de lesar pelo menos 370 pessoas com a venda de produtos por meio de uma loja virtual da qual é proprietário – mas os produtos nunca foram entregues. A investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul indica que a movimentação financeira em contas bancárias ligadas a ele na época, em 2022, passa de R$ 5 milhões.

Também no domingo, a ‘reportagem da semana’ da revista eletrônica Domingo Espetacular, da TV Record, mostrou o drama de quem depende do Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho (Rondônia), que desde 2011 é considerado ‘o pior hospital do país’. O governo do Estado alegou que ‘está adotando providências’ em relação ao consórcio Vigor Turé, que deveria ter entregue, em junho deste ano, um hospital novo, com. 399 leitos, que resolveria o problema. Porém, as obras sequer passaram da fundação por conta de uma série de irregularidades.
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O mentor da obra, o agora ex-deputado federal Fernando Máximo, que quando secretário de saúde optou por não construir o hospital, passando a responsabilidade para o setor privado, tentou se eximir, alegando estar fora da secretaria há 27 meses. Ocorre que foi a partir de sua decisão que o governo jogou fora mais de R$ 50 milhões que já haviam sido investidos nas obras iniciadas na gestão de Confúcio Moura. Agora Rondônia não tem hospital nem público, nem o que deveria ter sido feito em parceria, através do sistema BTS (Built To Suit).
Built to suit – ou construído para servir – é um tipo de contrato de locação. Ele determina que o dono do imóvel (o locador) construa ou faça reformas em conformidade com os desejos do locatário. Em troca, o contratante deve absorver os custos da obra nos pagamentos mensais referentes ao aluguel.
Quanto mais longo for o contrato, mais o investimento será diluído nas prestações.
No geral, as locações realizadas na modalidade built to suit (BTS) são feitas em um prazo médio de 10 a 20 anos. O tempo será suficiente para cobrir o valor investido e suavizar o pagamento mensal.
Além disso, o contrato precisa ser rigorosamente analisado, pois se trata de uma construção ou reforma específica. O imóvel pode ficar, então, com uma estrutura que o restrinja a poucas modalidades de locação.
O dono do espaço precisa ter o cuidado de se resguardar, para evitar que as adequações não o prejudiquem em futuras locações. O locador, por sua vez, deve estudar a melhor maneira para fazer o pagamento das instalações.
No Brasil, o built to suit é previsto pela Lei nº 12.744/12.