Garimpo ressurge no Rio Madeira: Greenpeace alerta para nova onda de devastação ambiental
Monitoramento via satélite detecta 130 balsas de garimpo ilegal cinco meses após operação federal; estudos apontam níveis alarmantes de contaminação por mercúrio em toda a bacia

Em uma nova demonstração da resiliência do garimpo ilegal na Amazônia, o Greenpeace Brasil identificou 130 balsas de mineração operando no Rio Madeira, entre os municípios de Novo Aripuanã e Humaitá, no Amazonas. O flagrante ocorre apenas cinco meses após a Operação Prensa, que havia destruído 459 balsas na região em agosto de 2024, evidenciando a persistência dessa atividade criminosa em um dos principais afluentes do Rio Amazonas.
Monitoramento avançado revela atividade intensa
Utilizando tecnologia de ponta através do radar SAR (Synthetic Aperture Radar) via satélite Sentinel 1, o monitoramento realizado entre 10 e 22 de janeiro de 2025 identificou 12 pontos distintos de atividade garimpeira. Destes, sete apresentavam balsas em plena operação, enquanto cinco mostravam embarcações em deslocamento ou ancoradas, aguardando para iniciar a exploração ilegal.

Histórico de devastação
O Rio Madeira, com seus 3.315 quilômetros de extensão, enfrenta há mais de quatro décadas uma verdadeira epidemia de garimpo ilegal. Sua importância é fundamental para o equilíbrio ambiental da Amazônia, com áreas inundáveis que se estendem por mais de 210.000 km².
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.