Governadores do Rio e Rondônia articulam ida de vices ao TCE para reorganizar sucessão política
Em manobras similares, Cláudio Castro (RJ) e Marcos Rocha (RO) planejam indicar seus vices aos Tribunais de Contas para abrir caminho a presidentes de Assembleias nos governos estaduais

Em um movimento que revela as intrincadas articulações do poder regional brasileiro, dois estados vivenciam processos políticos praticamente idênticos: Rio de Janeiro e Rondônia desenham estratégias que envolvem a indicação de seus vice-governadores para os respectivos Tribunais de Contas, reorganizando assim o tabuleiro sucessório em ambas as unidades da federação.
No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro, que não pode mais disputar a reeleição, arquitetou uma complexa movimentação política que começa com a indicação de seu vice, Thiago Pampolha, para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A estratégia ganhou força após a juíza Roseli Nalin, da 4ª Vara de Fazenda Pública, negar uma liminar que tentava impedir a nomeação.
A contestação judicial partiu do advogado Victor Travancas, ex-subsecretário do governo Castro e atual adversário político, que questionava a ausência de diploma de Ensino Superior de Pampolha - que iniciou, mas não concluiu o curso de Direito. A magistrada, entretanto, não encontrou "prova inconteste" que justificasse o bloqueio da indicação.
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