Poder & Bastidores

Governo vai reabrir investigação sobre morte de Juscelino Kubitschek

Novas informações apontam que pode ter ocorrido sabotagem mecânica no Opala em que estava o ex-presidente durante sua morte, na Via Dutra, em 1976

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Informações levantadas pelas comissões da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais levaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos a decidir reabrir a investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que ocorreu em 1976, quando um Opala em que ele estava supostamente se envolveu em um acidente na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.


De acordo com integrantes do governo, a comissão deve se reunir nesta sexta-feira (14/2) e a expectativa é de que determine oficialmente a reabertura das investigações. Diligências realizadas durante o regime militar concluíram que a morte de JK foi uma fatalidade, um acidente de trânsito.

A mesma conclusão foi tomada pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014, e por uma Comissão Externa da Câmara dos Deputados, convocada pelo então deputado Paulo Octávio, em 2001. Porém, novas informações indicam que pode ter ocorrido sabotagem mecânica, intoxicação do motorista do veículo em que estava o ex-presidente ou até mesmo um tiro disparado contra o condutor.

O Opala era conduzido por Geraldo Ribeiro. Em 1996, o perito Alberto Carlos de Minas exumou o corpo de Geraldo e disse ter encontrado uma perfuração compatível com fratura causada por disparo de arma de fogo no crânio do motorista. A versão oficial durante o regime militar era de que o veículo bateu em uma carreta após ter sido atingido por um ônibus da Viação Cometa.

Porém, em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), em 2013, Josias Oliveira, que dirigia o coletivo, afirmou ter recebido uma proposta de propina para assumir a culpa pelo acidente. O órgão concluiu que não houve colisão com o ônibus, mas afirmou que não era possível afirmar ou negar que tratou-se de um atentado. A avaliação é de que a destruição do Opala no pátio da delegacia dificultou uma análise mais aprofundada.

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