Greve dos Auditores-Fiscais completa seis meses sem solução à vista e agora está judicializada
Paralisação da Receita Federal gera impactos bilionários e pressiona governo por diálogo

A greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, iniciada em 20 de novembro de 2024, completou mais de seis meses sem perspectiva de resolução, intensificando os impactos na arrecadação tributária, no comércio exterior e no funcionamento de órgãos como o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
Em vídeo publicado na quarta-feira, 4 de junho de 2025, o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, defendeu a legalidade do movimento: “A nossa greve é totalmente legal e estamos amparados pela lei”. A afirmação veio em resposta à tentativa da Advocacia-Geral da União (AGU) de judicializar a paralisação, com o departamento jurídico do sindicato já mobilizado para enfrentar a ação.
Impactos da greve e reivindicações da categoria
A mobilização, que já dura 198 dias, reflete a insatisfação dos Auditores-Fiscais com a falta de avanços nas negociações salariais e com a ausência de cumprimento de acordos firmados com o governo. Segundo o Sindifisco Nacional, a categoria cobra a reposição de perdas inflacionárias acumuladas desde 2016, a regulamentação plena do bônus de eficiência e o reajuste do vencimento básico. “Os Auditores-Fiscais são essenciais para a estrutura do Estado, para a implementação de políticas públicas e para o atingimento das metas fiscais. A recusa do governo em atender às reivindicações da categoria está causando prejuízos ao país. A Receita não está funcionando”, declarou Dão Real em entrevista recente.
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