Guerra política na Bolívia: Ruptura entre Evo Morales e Luis Arce intensifica crise nacional
Ex-presidente e seu sucessor travam batalha pelo controle do movimento indigenista e camponês, enquanto país enfrenta grave crise econômica e social em meio a protestos e bloqueios

A Bolívia atravessa um dos momentos mais tensos de sua história recente, com um embate direto entre o ex-presidente Evo Morales e o atual mandatário Luis Arce, antiga dupla política que agora protagoniza uma disputa que ameaça a estabilidade do país. O conflito, que se intensificou nas últimas semanas, expõe uma profunda divisão no Movimento ao Socialismo (MAS), partido que governa o país há quase duas décadas.
No epicentro da crise, Morales mantém-se "atrincherado" em seu bastião político no centro da Bolívia, especificamente na região do Trópico de Cochabamba, de onde tem coordenado uma série de protestos e bloqueios de estradas que afetaram significativamente a economia nacional. Embora tenha solicitado uma pausa nos protestos esta semana, com a consequente liberação progressiva das vias, grupos de camponeses leais ao ex-presidente ainda mantêm vigilias em pontos estratégicos do país.
A tensão escalou quando Morales acusou o governo de Arce de promover uma perseguição judicial contra sua pessoa e seus aliados. O ex-presidente, que governou a Bolívia de 2006 a 2019, alega que existe uma conspiração para impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais de 2025, uma situação que ele classifica como "proscrição política".
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