Painel Rondônia

Herdeira de família tradicional é condenada por assassinato brutal de ex-namorado em Rondônia

Neta de renomado cirurgião, jovem que sonhava em cursar medicina pegou 23 anos de prisão por ser mandante da execução de "Juninho Laçador"

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Em um desfecho dramático que abalou a sociedade de Vilhena, Rondônia, Ana Clara Messias Marquezini foi condenada a 23 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de seu ex-namorado, Carlos Pedro Garcia dos Santos Júnior, conhecido popularmente como "Juninho Laçador". O julgamento, que durou aproximadamente 12 horas, revelou detalhes impactantes do crime ocorrido em dezembro de 2022.

A ré, que é neta de um dos mais conceituados cirurgiões da cidade, compareceu ao tribunal vestindo uma camiseta rosa e manteve a postura calma durante todo o processo. Durante seu depoimento, Ana Clara, que está detida há mais de dois anos no presídio feminino de Vilhena, negou veementemente qualquer envolvimento no homicídio.

Em sua defesa, a acusada argumentou que estava prestes a seguir os passos do avô na medicina, tendo inclusive sido aprovada em dois vestibulares. "Minha intenção era salvar vidas, não tirá-las", declarou durante o interrogatório. No entanto, suas palavras não foram suficientes para convencer o corpo de jurados.

O Ministério Público, representado pelos promotores Rodrigo Leventi Guimarães e Vinícius Basso de Oliveira, conseguiu provar a culpabilidade da acusada. A juíza Liliane Pegoraro Bilharva, ao final do julgamento, proferiu a sentença condenando Ana Clara por homicídio duplamente qualificado, classificado como crime hediondo.

Um momento peculiar do julgamento chamou a atenção dos presentes quando a família da vítima se retirou do plenário durante a apresentação da defesa, retornando apenas após seu término, aparentemente orientados por um dos assistentes de acusação.

O crime, que teve a participação de outros dois envolvidos - já julgados e condenados anteriormente - ganhou ainda mais repercussão quando a ré alegou que sua acusação pelos comparsas seria uma retaliação por ela tê-los denunciado à polícia.

A Justiça negou à condenada o direito de recorrer em liberdade, mantendo-a em regime fechado para o cumprimento da pena.


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