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Hugo Motta indica afastamento de 5 deputados por até 6 meses por envolvimento em motim

Motim bolsonarista paralisa trabalhos legislativos por mais de 30 horas; punições incluem afastamento de até seis meses

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Uma crise política de grandes proporções tomou conta da Câmara dos Deputados nesta semana, resultando na decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de indicar punições a cinco parlamentares envolvidos em um tumulto que paralisou os trabalhos legislativos por mais de 30 horas.

Os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS) podem ser afastados de seus mandatos por até seis meses, caso a decisão seja confirmada pelo Conselho de Ética nos próximos dias.

Contexto do tumulto: Reação à prisão de Bolsonaro

O motim, que teve início na terça-feira, 5 de agosto, após o recesso parlamentar, foi liderado por deputados bolsonaristas que ocuparam a Mesa Diretora do plenário, impedindo o início das sessões. A ação foi uma resposta direta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os parlamentares exigiam a votação de três pautas específicas: a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, o fim do foro privilegiado e o impeachment de Moraes.

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