Instabilidade política em Candeias do Jamari (RO) penaliza população e atrasa desenvolvimento do município
Cidade teve sete prefeitos e o problema está longe de acabar

Em 18 de março de 2017 o então prefeito de Candeias do Jamari Francisco Vicente de Souza, o Chico Pernambuco (PSB), era assassinado com três tiros (dois no tórax e um na cabeça) dentro do carro em frente à sua residência naquele município, localizado a 22 Km de Porto Velho.
As investigações apontaram que familiares do vice-prefeito, Luiz Ikenouchi estavam envolvidos no crime, como mandantes por conta de supostos acordos não cumpridos durante a campanha eleitoral. Em 2019, acusado de improbidade, Ikenohuchi também foi afastado do cargo. Desde então o município entrou numa ciranda de trocas de prefeitos, sendo que atualmente a cidade é comandada pelo presidente da Câmara, Aussemir Almeida, amenos até junho, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou novas eleições suplementares.
Ao longo desses anos, o principal penalizado é a população, já que com o entra e sai de mandatários, nenhum projeto é realizado, as dívidas aumentam e os moradores não sabem mais o que fazer. Na semana passada o senador Marcos Rogério propôs que os partidos aptos a disputar a eleição suplementar, façam um acordo para deixar o pleito para outubro, quando ocorrem as eleições ordinárias, mas a proposta não deve avançar, já que a condição principal é que Aussemir não dispute a vaga de prefeito.
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