Investidores 'abutres' começam a cercar Ambipar após pedidos de recuperação judicial
Em meio a revelação de irregularidades e venda de papéis em queda livre, investidores estrangeiros apostam em compra de bonds da Ambipar na expectativa de reestruturação — entenda os riscos e cenários

O grupo Ambipar (AMBP3), uma das maiores empresas brasileiras de gestão ambiental e resposta a emergências, protocolou nesta segunda-feira (20/10) pedido de recuperação judicial (RJ) no Brasil, bem como sua controlada norte-americana Ambipar Emergency Response ingressou com pedido sob o capítulo 11 (Chapter 11) nos Estados Unidos.
A companhia informa que a decisão foi tomada após a identificação de “indícios de irregularidades” ligadas à contratação de operações de swap pela diretoria financeira e à renúncia súbita de seu então diretor financeiro.
Contexto da crise
Segundo o comunicado divulgado ao mercado pela Ambipar, o pedido de recuperação judicial se baseia no fato de que a empresa enfrentava “evento de forte abalo de confiança” após os apontamentos de irregularidades, o que gerou pedidos de antecipação de vencimento de dívidas por parte de credores e colocou o próprio funcionamento do grupo em risco.
Em setembro, a empresa já havia obtido uma medida cautelar na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, suspendendo execuções e cobranças por 30 dias (prorrogáveis por igual período) após a chamada de margem do banco Deutsche Bank em derivativos.
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