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Itaú e Bradesco recorrem da falência da Oi: Luta pela retomada da recuperação judicial

Credores alertam para riscos a serviços essenciais e pagamentos bilionários em meio a crise de dez anos

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Em um movimento que pode alterar o destino da operadora de telecomunicações Oi, os bancos Itaú e Bradesco, principais credores da empresa, protocolaram recursos na Justiça do Rio de Janeiro contra o decreto de falência emitido na última segunda-feira, 10 de novembro de 2025, pela 7ª Vara Empresarial. A decisão judicial encerrou quase uma década de esforços de recuperação judicial, iniciada em 2016, e determinou a liquidação ordenada dos ativos da companhia para maximizar o pagamento de dívidas remanescentes. Os bancos argumentam que a falência representa uma medida precipitada, prejudicial não apenas aos credores, mas também ao interesse público e aos milhões de usuários dependentes dos serviços da Oi.

A Oi, outrora uma das maiores operadoras de telefonia do Brasil, acumulou uma dívida estimada em R$ 1,7 bilhão com credores institucionais, conforme dados recentes divulgados pela Agência Brasil. Dentre esses, o Itaú detinha, em fevereiro de 2023, créditos de R$ 2 bilhões, enquanto o Bradesco possuía R$ 34,4 milhões, valores que não foram atualizados publicamente desde então, mas que ilustram a escala do endividamento herdado da fusão frustrada com a Portugal Telecom em 2014.

Nos recursos, protocolados nesta terça-feira (11), as instituições financeiras pedem a concessão de efeito suspensivo ao decreto de falência até o julgamento definitivo, além da destituição do atual interventor, o advogado Bruno Rezende, do escritório Preserva-Ação, e a nomeação de um novo gestor para retomar o plano de recuperação judicial homologado em assembleia de credores.

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