Poder e Bastidores

Nubank entra na Febraban: o fim da guerra entre bancos tradicionais e digitais no Brasil

Itaú e Nubank formam chapa única para liderar a Febraban em 2026. Entenda o que muda para os 131 milhões de clientes da fintech e para o sistema financeiro brasileiro

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📌 Em resumo

  • Troca de Guarda: Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, liderará a chapa única para a gestão 2026-2029 da Febraban.

  • Marco Histórico: O Nubank, maior fintech do país, oficializa sua entrada na Federação como membro pleno do Conselho Diretor.

  • Resultados Sólidos: O banco digital chega à entidade após registrar lucro de $US$ 2,9 bilhões e somar 131 milhões de clientes globais.

  • Unificação do Setor: O movimento sinaliza o fim da “guerra fria” entre bancos tradicionais e digitais em prol de uma agenda regulatória comum.

  • Por que isso importa: A convergência entre o maior banco tradicional (Itaú) e a maior plataforma digital (Nubank) na cúpula da Febraban redefine o lobby financeiro e a estratégia de inovação do Brasil para a próxima década.


O cenário de poder no sistema financeiro brasileiro inicia 2026 com uma reconfiguração histórica. O Conselho Diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) confirmou a transição para a gestão do triênio 2026-2029, que será liderada por Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e marcada pela entrada oficial do Nubank no quadro de associados. A decisão, tomada por unanimidade, encerra anos de distanciamento institucional e consolida a integração entre o modelo tradicional e o digital.

Sucessão e liderança: O fator Milton Maluhy

O atual presidente do Conselho Diretor, Luiz Carlos Trabuco, informou oficialmente ao Board que a assembleia para a eleição da nova governança ocorrerá em 9 de abril de 2026, na sede da Federação. A sucessão será pautada pela continuidade estratégica e pelo fortalecimento institucional, com a apresentação de uma chapa única.

Milton Maluhy Filho, que comanda o Itaú Unibanco, assumirá o registro da chapa, liderando os conselheiros e diretores executivos que conduzirão a entidade pelos próximos três anos. Este movimento posiciona o maior banco privado do país à frente das discussões sobre política monetária, crédito e segurança digital em um momento de profunda transformação tecnológica.

A chegada do Nubank ao “clube dos grandes”

A grande novidade da primeira reunião ordinária de 2026 foi a aprovação da filiação do Nubank. A recomendação favorável partiu do próprio Milton Maluhy Filho, evidenciando uma articulação prévia para harmonizar o setor. Com 131 milhões de clientes — dos quais 113 milhões estão no Brasil — a instituição deixa de ser apenas uma “fintech desafiadora” para se sentar à mesa das instâncias deliberativas da indústria.

“A iniciativa do Nubank é muito bem-vinda, pois demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria”, afirma Isaac Sidney, CEO da Febraban.

Para Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, a parceria reforça o compromisso da instituição com a solidez do sistema. “Ao trazer nosso histórico de inovação e foco nos clientes para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro”, destaca a executiva.

Por que o Nubank buscou a filiação agora?

A entrada na Febraban não é apenas simbólica; é uma peça de xadrez no plano de expansão da companhia, que busca consolidar sua licença bancária plena. Em 2025, o Nubank apresentou números que rivalizam com os grandes players: receita de US$ 16,3 bilhões e lucro líquido de US$ 2,9 bilhões.

Ao integrar a federação, o banco digital ganha peso em Brasília para discutir temas sensíveis, como o parcelado sem juros, as taxas de intercâmbio e a regulamentação do Open Finance. O movimento também indica que o setor financeiro prefere a união em torno da “isonomia regulatória” — o famoso level playing field — do que a fragmentação em associações menores (como a Zetta), onde o Nubank continuará participando, mas agora com um pé na cúpula principal.

Impactos Institucionais

A adesão do Nubank permite que a Febraban fale em nome de mais de 60% da população adulta brasileira atendida pela fintech. Isso confere à federação uma legitimidade renovada perante o Banco Central e o Congresso Nacional, afastando a imagem de que a entidade representava apenas o “velho sistema”.


Dados e agenda

A convergência entre Itaú e Nubank sob o teto da Febraban marca o fim de uma era de antagonismo e o início de uma coalizão por eficiência. Enquanto Maluhy traz a experiência da estrutura bancária consolidada, o Nubank aporta a agilidade e a escala digital que transformaram o mercado.

Resta saber: como essa “pax bancária” influenciará as taxas de juros e a oferta de crédito para o consumidor final em Rondônia e no restante do país? O setor parece ter entendido que, diante de um cenário global instável, é melhor negociar em conjunto do que disputar fatias de mercado em tribunais e órgãos reguladores.


Você acredita que a entrada do Nubank na Febraban será benéfica para o consumidor final ou apenas fortalecerá o lobby dos bancos? Deixe seu comentário abaixo!

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