Painel Rondônia

Maguila, gigante do boxe brasileiro, morre aos 66 Anos

José Adilson Rodrigues dos Santos, conhecido como Maguila, deixa um legado indelével no esporte nacional

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O mundo do boxe brasileiro está de luto. José Adilson Rodrigues dos Santos, mais conhecido como Maguila, faleceu nesta quinta-feira (24) na capital paulista, aos 66 anos. A informação foi confirmada por sua esposa, Irani Pinheiro, ao portal G1. O ex-pugilista, considerado um dos maiores nomes do boxe nacional, lutava contra a Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), uma condição incurável também conhecida como demência pugilística.

Maguila estava internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, após uma piora em seu quadro de saúde. Ele vinha recebendo tratamento no Centro Terapêutico Anjos de Deus, em Itu, interior paulista, antes de ser transferido para a capital. O ex-boxeador deixa a esposa e três filhos: Edimilson Lima dos Santos, Adenilson Lima dos Santos e Adilson Rodrigues Júnior.

Nascido em 12 de junho de 1958, em Aracaju, Sergipe, Maguila construiu uma carreira impressionante no boxe profissional entre 1983 e 2000. Seu cartel final é testemunho de sua habilidade e força no ringue: 85 lutas profissionais, com 77 vitórias (61 por nocaute), apenas 7 derrotas e 1 empate técnico.

Entre os confrontos mais memoráveis de sua carreira, destaca-se a luta contra o lendário George Foreman, onde o americano saiu vitorioso por nocaute. Apesar da derrota, este combate solidificou a reputação internacional de Maguila como um boxeador de elite.

O impacto de Maguila no boxe brasileiro vai além de suas conquistas no ringue. Ele é frequentemente citado como um dos cinco maiores lutadores da história do boxe brasileiro, ao lado de nomes como Eder Jofre e Acelino "Popó" Freitas. Sua carreira inspirou gerações de boxeadores e ajudou a elevar o perfil do esporte no país.

Após sua aposentadoria dos ringues, Maguila continuou a cativar o público brasileiro com sua personalidade carismática. Ele se aventurou na televisão, atuando como comentarista de economia no programa "Aqui Agora" do SBT na década de 90, e mais tarde como parte do elenco fixo do "Show do Tom" na Rede Record em 2004.

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Infelizmente, antes de completar 50 anos, Maguila foi diagnosticado com Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), uma condição neurológica associada a repetidos traumas na cabeça, comum em esportes de contato como o boxe. Inicialmente, um erro médico levou a um diagnóstico equivocado de Alzheimer, que foi corrigido em 2015 pelo neurologista Renato Anghinah.

Mesmo enfrentando os desafios da ETC, Maguila manteve sua atitude positiva característica. Em uma de suas últimas declarações públicas, ele disse: "Quero mandar um abraço para todo o povo brasileiro que me viu lutar. Estou bem e fiquem tranquilos. Só não posso mais lutar, mas estou bem. Essa doença que nem sei falar o nome, mas é difícil. É para o povo ficar tranquilo que estou bem."

O legado de Maguila continua a inspirar novas gerações. Em agosto de 2023, sua história foi tema de um workshop na Fundação CASA em Osasco, demonstrando como sua jornada pode ser usada para motivar e educar jovens sobre perseverança e superação.

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A morte de Maguila marca o fim de uma era para o boxe brasileiro. Seu carisma, habilidade no ringue e resiliência diante das adversidades o tornaram uma figura querida não apenas no mundo do esporte, mas na cultura brasileira como um todo. Ele será lembrado não apenas como um dos maiores pugilistas que o Brasil já produziu, mas também como um exemplo de determinação e espírito esportivo.