Marcos Rogério define foco em agro e evita citar vice na pré-campanha
📋 Em resumo ▾
- Marcos Rogério intensifica pré-campanha com foco em infraestrutura e segurança jurídica no campo.
- Senador destaca a Rondônia Rural Show como vitrine estratégica e promete ampliar sua estrutura.
- Regularização fundiária é apontada como gargalo histórico e prioridade para atração de investimentos.
- Sobre composição de chapa, político evita definir vice e declara neutralidade quanto a adversários no 2º turno.
- Por que isso importa: A estratégia consolida a base rural enquanto adia definições políticas que podem fragmentar alianças.
O senador Marcos Rogério (PL) utilizou a palco da Rondônia Rural Show para delinear os contornos de sua pré-campanha ao Governo de Rondônia. Em entrevista exclusiva ao Painel Político, o parlamentar destacou a intensificação de suas agendas pelo interior do estado e antecipou que seu plano de governo terá como eixos centrais a infraestrutura, a segurança jurídica para o agronegócio e o fortalecimento do setor produtivo.
A escolha do cenário não foi aleatória. A feira, considerada um dos maiores eventos do setor no Norte do país, serve como termômetro político e econômico. Para Marcos Rogério, o evento é um ativo que precisa de expansão estatal.
“A Rondônia Rural Show já é um patrimônio do nosso estado e ainda pode crescer muito mais. Precisamos ampliar oportunidades, fortalecer o produtor rural e transformar ainda mais a feira numa vitrine nacional do agronegócio de Rondônia”, afirmou o senador.
Segurança jurídica como motor econômico
Para além da promoção do evento, o discurso de Marcos Rogério toca em uma ferida aberta da economia rondoniense: a regularização fundiária. O parlamentar classificou a questão não apenas como burocrática, mas como um impedimento direto ao desenvolvimento.
Segundo ele, os gargalos históricos na titulação de terras geram insegurança que afasta investimentos e limita o acesso ao crédito por parte dos produtores. A proposta apresentada busca transformar a regularização em política de Estado, garantindo tranquilidade para quem produz.
“Regularização fundiária é dignidade, segurança jurídica e desenvolvimento econômico. O produtor precisa ter tranquilidade para produzir, investir e acessar crédito sem viver debaixo de incertezas”, declarou.
A fala reflete a tentativa de capturar o eleitorado do campo, base eleitoral tradicionalmente conservadora e exigente em temas de propriedade. Ao vincular a regularização ao acesso ao crédito, o senador conecta a pauta jurídica à realidade financeira do produtor rural.
Silêncio estratégico sobre a chapa
Quando questionado sobre a composição de sua chapa para as eleições de 2026, especificamente sobre o nome que ocupará a vaga de vice-governador, Marcos Rogério adotou a cautela. O senador desconversou, evitando qualquer antecipação que possa gerar desgaste prematuro com aliados em potencial.
“Esse é um debate que será construído no momento certo, ouvindo os aliados e pensando no melhor projeto para Rondônia”, respondeu.
A postura indica que as negociações nos bastidores estão em fase inicial ou que há múltiplos interesses em jogo que ainda não foram equilibrados. A definição do vice em Rondônia frequentemente envolve equilíbrios regionais e partidários complexos, especialmente em um estado com diversidade geográfica e política acentuada.
Neutralidade diante de possíveis adversários
O encerramento da entrevista revelou a visão do senador sobre o cenário eleitoral competitivo. Provocado a escolher entre dois potenciais adversários em um segundo turno — o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves —, Marcos Rogério recusou-se a fazer preferências públicas.
Com tom conciliador, mas firme, ele reforçou que a dinâmica eleitoral será definida pelo eleitorado, não pelas articulações prévias dos candidatos.
“Quem escolhe adversário é o povo. Nosso foco agora é apresentar propostas, dialogar com Rondônia e construir um projeto sólido para o estado”, afirmou.
Nos bastidores da feira, a movimentação de Marcos Rogério é avaliada como uma das mais consistentes entre os pré-candidatos. A estratégia de priorizar o diálogo direto com o setor produtivo e consolidar alianças regionais antes de definir nomes de chapa sugere uma campanha focada em acumular capital político técnico, antes de entrar nas disputas partidárias tradicionais.
Ao evitar cravar posições sobre vices e adversários, o senador mantém portas abertas para negociações futuras. No entanto, o silêncio tem prazo de validade. À medida que 2026 se aproxima, a pressão por definições aumentará, testando a capacidade de articulação de um projeto que hoje se apoia fortemente na força do agronegócio.
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