Ministro do STJ Marco Buzzi nega acusações em carta a colegas enquanto CNJ recebe nova denúncia
Alvo de múltiplas frentes de investigação, o ministro Marco Buzzi manifestou-se oficialmente sobre denúncias de importunação sexual, enquanto o CNJ amplia as apurações sob sigilo

O cenário político-jurídico brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos das graves acusações de importunação sexual envolvendo o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, de 68 anos. Nesta segunda-feira (9), o caso ganhou um novo capítulo com a formalização de uma segunda denúncia perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), levando o Presidente do STJ, Ministro Herman Benjamin, a convocar uma sessão extraordinária da Corte para a manhã desta terça-feira.
O surgimento das acusações
A crise institucional teve início após o relato de uma jovem de 18 anos, cujas informações foram inicialmente reveladas pela revista Veja e confirmadas pelo g1 e pela TV Globo. O incidente teria ocorrido no dia 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC), na casa de praia do magistrado, onde a família da jovem estava hospedada.
De acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil de São Paulo, a vítima relatou ter sido abordada por Marco Buzzi no mar. Segundo a denúncia, o ministro teria puxado o corpo da jovem para junto do seu, agarrando-a pela região lombar e forçando o contato físico, mesmo após tentativas de resistência. Após o ocorrido, a família confrontou o magistrado e deixou o local, registrando a ocorrência policial em 14 de janeiro.
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