MPF institui 'Gaeco Nacional' para fortalecer combate ao crime organizado no Brasil
Novo grupo especializado atuará em 11 frentes estratégicas, desde crimes contra a democracia até organizações criminosas internacionais, sem substituir procuradores naturais dos casos

O Ministério Público Federal (MPF) deu um passo significativo no combate ao crime organizado com a criação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Nacional. A medida, publicada no Diário Oficial da União, representa uma expansão do modelo já consolidado nos Ministérios Públicos estaduais desde os anos 1990 e que, desde 2020, já operava nas Procuradorias da República nos estados.
O novo grupo terá como missão principal oferecer suporte especializado em investigações complexas, atuando em casos que envolvam desde ameaças ao Estado Democrático de Direito até crimes ambientais de grande repercussão. Entre suas atribuições, destacam-se o apoio a investigações envolvendo organizações criminosas, tráfico internacional de drogas, disputas entre facções e casos de corrupção.
A portaria de criação estabelece 11 áreas prioritárias de atuação, incluindo terrorismo, violações graves aos direitos humanos, crimes contra povos indígenas e tradicionais, além de situações que envolvam milícias privadas ou grupos de extermínio. Um diferencial importante é a capacidade do grupo em atuar em casos de repercussão interestadual ou internacional que exijam uma resposta uniforme das autoridades.
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