Nova derrota de Deltan Dallagnol no caso das diárias da Lava Jato
STJ confirma suspensão de liminar e retoma investigação no TCU sobre gastos milionários do ex-Procurador

O ex-deputado federal e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol, sofreu mais uma derrota judicial no caso que investiga o suposto recebimento indevido de cerca de R$ 2,8 milhões em diárias e passagens durante sua atuação como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, no final da semana passada, um recurso apresentado por Dallagnol, confirmando a suspensão de uma liminar que impedia a tramitação de um procedimento no Tribunal de Contas da União (TCU). Este caso, que tramita desde 2020, reacende o debate sobre a gestão financeira de uma das operações mais emblemáticas da história recente do Brasil.
Contexto histórico da Operação Lava Jato
A Operação Lava Jato, iniciada em 2014, foi uma das maiores investigações de combate à corrupção no Brasil, desmantelando esquemas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, especialmente envolvendo a Petrobras. Sob a coordenação de Deltan Dallagnol no Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, a força-tarefa reuniu procuradores e juízes, como o então juiz Sergio Moro, para conduzir processos que resultaram na prisão de figuras políticas e empresariais de grande relevância.
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