Novas tarifas sobre peças automotivas ameaçam encarecer carros nos EUA
Medida entra em vigor no sábado e pode elevar preços de veículos e reparos, impactando milhões de americanos

A partir da meia-noite de sábado, 3 de maio de 2025, uma nova rodada de tarifas de 25% sobre a maioria das peças automotivas importadas entra em vigor nos Estados Unidos, prometendo sacudir a indústria automotiva e o bolso dos consumidores. Diferentemente das tarifas anteriores, que poupavam carros fabricados em solo americano, essas novas taxas atingem até mesmo os veículos produzidos localmente, já que nenhum dos 10 milhões de carros montados nos EUA no último ano foi feito sem peças importadas. O impacto? Bilhões de dólares em custos adicionais para montadoras e, inevitavelmente, preços mais altos para compradores e proprietários.
Um golpe na economia automotiva
Jonathan Smoke, economista-chefe da Cox Automotive, alertou em um webinar recente que as tarifas sobre peças podem ser mais prejudiciais à economia do que as taxas sobre veículos importados. “Francamente, parecem piores”, afirmou. Com mais de 50% das peças dos carros “made in USA” vindo do exterior, segundo dados do governo americano, o setor enfrenta um aumento de custos estimado em dezenas de bilhões de dólares. Para o consumidor, isso pode significar um acréscimo médio de US$ 4.000 por veículo, mesmo com reembolsos temporários anunciados pela Casa Branca.
A medida faz parte de uma política comercial que busca proteger a indústria local, mas esbarra na realidade de um mercado automotivo integrado na América do Norte. Peças cruzam as fronteiras dos EUA, Canadá e México constantemente, e poucas atendem aos critérios de isenção do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA). Por exemplo, enquanto peças canadenses de fornecedores que pagam salários acima de US$ 16 por hora estão isentas, a maioria das peças mexicanas – que representaram US$ 82,5 bilhões em importações em 2024 – será taxada.
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