O que o novo filme de Amanara Brandão ensina sobre memória, inclusão e poder de narrar em Rondônia
Contemplado pela Lei Paulo Gustavo, drama com Geisa Castro transforma audiodescrição em recurso narrativo e amplia debate sobre representatividade no audiovisual rondoniense

📌 Em resumo
• Curta-metragem "A Idade da Solidão" estreia em Porto Velho com abordagem inovadora de acessibilidade integrada à narrativa
• Produção contempla Lei Paulo Gustavo via Edital 001/2024/SEJUCEL-SIEC e protagoniza atriz Geisa Castro em drama sobre memória e invisibilidade social
• Filme incorpora audiodescrição, LIBRAS e legendagem descritiva como elementos dramaturgicos, não apenas recursos técnicos
• Por que isso importa: A obra sinaliza maturidade do cinema rondoniense ao tratar temas universais com recorte local e compromisso com inclusão real, influenciando políticas públicas culturais e formação de público.
O cinema rondoniense consolida uma nova referência em acessibilidade e narrativa com o curta-metragem "A Idade da Solidão", dirigido por Amanara Brandão Lube e roteirizado por Édier William. Contemplado no Edital 001/2024/SEJUCEL-SIEC – Lei Paulo Gustavo, o drama de 15 minutos protagonizado por Geisa Castro aborda memória, envelhecimento e invisibilidade social, ambientado em Porto Velho, com estreia marcada para o primeiro semestre de 2026.
🎭 Narrativa que inclui: acessibilidade como dramaturgia
A obra acompanha Clara, mulher negra, idosa e viúva que, ao enfrentar o medo de perder suas memórias, passa a gravar e narrar seu cotidiano. Esse gesto íntimo — transformar a própria voz em instrumento de preservação — torna-se eixo estrutural do filme: a personagem descreve o mundo ao seu redor, incorporando a audiodescrição diretamente à dramaturgia.
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