O que se sabe sobre o ataque hacker que desviou até R$ 1 bilhão de empresa que conecta bancos ao Pix
Investigação do maior ciberataque ao sistema financeiro brasileiro revela fragilidades e movimenta autoridades
Na tarde de 1º de julho de 2025, o sistema financeiro brasileiro foi abalado por um ataque hacker que pode ser considerado o maior da história do país. A C&M Software, empresa que atua como intermediária na conexão de instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o ambiente do Pix, foi alvo de criminosos que desviaram valores estimados entre R$ 400 milhões e R$ 1 bilhão.
O incidente, que comprometeu contas reservas mantidas no Banco Central (BC), expôs vulnerabilidades em serviços terceirizados críticos e levantou debates sobre a segurança cibernética no setor financeiro. As autoridades, incluindo a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil de São Paulo, já estão investigando o caso, enquanto o BC adota medidas para conter danos e evitar novos ataques.
A C&M Software, fundada em 1992 por Orli Machado, é uma das principais provedoras de tecnologia para bancos e fintechs no Brasil, oferecendo soluções de mensageria que conectam instituições ao SPB. Entre seus clientes estão grandes nomes como Bradesco, XP e Minerva Foods, além de empresas como a BMP e a Credsystem, que foram diretamente afetadas pelo ataque.
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