O salto entre o risco e a omissão regulatória
A morte de uma jovem em salto de rope jump expõe o vácuo normativo que transforma atividades extremas em negócios de alto risco. A ausência de regulação não afasta o dever de cuidado; por Leonardo Tajaribe Jr
📋 Em resumo ▾
- Tragédia no Interior: Morte de jovem durante prática de rope jump em São Paulo expõe falhas estruturais além do erro humano imediato.
- Vácuo Normativo: Atividade não é proibida, mas não possui regulamentação específica sobre equipamentos, habilitação e protocolos de segurança.
- Responsabilidade Empresarial: Ausência de regulação não afasta o dever de cuidado — quanto maior o risco, mais rigorosa deve ser a organização interna.
- Autorregulação como Solução: Setor deveria desenvolver mecanismos próprios de certificação e fiscalização enquanto o Estado não atua.
- Por que isso importa: O caso ilustra como a omissão estatal transforma atividades extremas em negócios de alto risco, ampliando a responsabilização criminal em cadeia
A morte de uma jovem durante a prática de rope jump no interior de São Paulo expõe fatores que ultrapassam as circunstâncias individuais do caso, revelando riscos produzidos pela exploração de atividades perigosas em ambientes marcados pela ausência de regulamentação específica.
No contexto apresentado, a vítima teria sido lançada sem que a corda de segurança estivesse conectada.
Contudo, para além da falha humana aparentemente imediata, surgem dúvidas estruturais: quem deveria realizar a conexão, quem tinha o dever de conferir o equipamento e quem poderia autorizar o salto?
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.