Painel Rondônia

Operação da PF em Rondônia pode desestabilizar governo Rocha e alterar cenário eleitoral

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Via Painel Político

Não é de hoje que circulam rumores sobre uma operação da Polícia Federal em Rondônia, e onde há fumaça, o fogo é praticamente certo. Nas últimas semanas, aqui em Brasília, os ruídos sobre uma operação que pode atingir o núcleo do governo Marcos Rocha aumentaram, e muito.

A Polícia Federal está em parte aparelhada pelo governo de Jair Bolsonaro, a quem Marcos Rocha, governador de Rondônia tenta forçar uma intimidade que não existe. Neste campo, Marcos Rogério que ganhou notoriedade entre os bolsonaristas ao ignorar todos os malfeitos revelados pela CPI da Pandemia para defender cegamente o presidente e seus comandados, tem larga vantagem.

E é a partir desse entendimento que os rumores ganharam ainda mais força. No momento pelo menos três inquéritos estão em andamento no Estado. Um deles mira membros do legislativo estadual, outro apura algumas relações com extração ilegal de madeira e minérios, que também teria o envolvimento de membros do legislativo e um terceiro investiga o mau uso de recursos usados pelo governo na pandemia.

O grande problema é o o timing de deflagração das operações, quando elas se tornam públicas com viaturas nas portas logo cedo. A janela de recuperação do desgaste está se fechando, e Marcos Rocha já mostrou que não tem traquejo, tampouco uma equipe qualificada para lidar com uma crise desse porte. Ter algum assessor denunciado por corrupção nesta altura do campeonato é praticamente uma sentença de morte política. O mesmo vale para deputados estaduais que buscam a reeleição.

Mas, se isso se reverteria a favor de Marcos Rogério é difícil projetar. Uma possível operação policial certamente mudaria o cenário, construindo talvez um segundo turno sem a presença de Marcos Rocha.Rogério também deve explicações, como a prisão de seu então assessor por envolvimento com tráfico de drogas, e o tema que sempre vem à baila, a evolução patrimonial que ele registra a cada nova eleição.

Marcos Rogério tem se mostrado excessivamente confiante nas últimas semanas, bem diferente daquele pré-candidato inseguro de meses atrás. E isso é sintomático, afinal, Bolsonaro já se manifestou no sentido de não apoiar abertamente nenhum dos dois, mas entre um governador que se mostrou nem tão bolsonarista durante a condução da pandemia, e um senador que bateu de frente até mesmo com a ciência para defende-lo em uma CPI, não precisa fazer muito esforço para compreender quem seria seu preferido.

O uso da polícia para desestabilizar eleições não é novidade, e Confúcio que o diga. Ele conseguiu vencer uma disputa contra Ernandes Amorim na prefeitura de Ariquemes em 2004. Amorim perdeu porque ficou 100 dias preso em uma situação mal explicada até hoje. Confúcio repetiria o uso da polícia em 2013, quando se viu acuado com denúncias de corrupção feitas pelo então deputado estadual Hermínio Coelho, que apresentou ao Ministério Público cheques de uma empresa que foram parar na conta da primeira dama. A Polícia de Confúcio deflagrou a Apocalipse que terminou mostrando mais corrupção em seu governo que contra os que foram acusados.

Se os rumores se confirmarem, o quadro em Rondônia deve sofrer alteração, e a depender, nas disputas para deputado estadual, federal e governo. Por enquanto, até onde desabe, só estão escapando os pré-candidatos ao Senado. Por enquanto…

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