Poder e Bastidores

Operação da Polícia Federal apura contratos de saúde em seis municípios do RN e cumpre 35 mandados

Ação da Polícia Federal, baseada em auditorias da CGU, investiga possíveis irregularidades em contratos de saúde envolvendo prefeituras e empresas fornecedoras no Oeste potiguar

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Dinheiro foi apreendido na casa de um dos sócios de uma empresa investigada — Foto: PRF/Divulgação

Pelo menos seis prefeituras da região Oeste do Rio Grande do Norte passaram a ser investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação relacionados à área da saúde.

A operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) e resultou no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado. De acordo com apuração da TV Globo, as administrações municipais alvo das medidas judiciais são Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha, todas localizadas na região Oeste potiguar.

Autoridades e alvos da operação

Entre os investigados está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (cargo: prefeito municipal; partido: União Brasil). Ele negou qualquer irregularidade em sua conduta.

Também foram alvo de mandados de busca:

A PF confirmou ainda que a residência do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.

Foco da investigação

Segundo a Polícia Federal, o inquérito apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As investigações envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte que prestavam serviços e forneciam materiais a administrações municipais em diferentes estados.

A operação teve como base auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificaram possíveis falhas na execução dos contratos. Entre os indícios apontados estão:

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Medidas cautelares e apreensões

Durante a operação, um empresário de Serra do Mel foi conduzido em flagrante à Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo. A PF também informou ter apreendido dinheiro na casa de um dos sócios de uma empresa investigada, embora o valor não tenha sido divulgado até a última atualização das informações.

De acordo com a apuração da TV Globo, a Justiça Federal determinou medidas cautelares contra empresários ligados às empresas investigadas, incluindo pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica por sócios e funcionários.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. Informação insuficiente para verificar, até o momento, quais tipos penais específicos serão formalmente imputados após a conclusão das investigações.

O que dizem os municípios

Mossoró

A defesa do prefeito Allyson Bezerra afirmou que a operação investiga fatos ocorridos em diferentes entes municipais e que “não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró”.

Nas redes sociais, o prefeito informou que teve celular, notebook e HDs apreendidos. Segundo a nota da defesa, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e decorre de decisão judicial em fase investigativa, “sem qualquer juízo de culpa”.

A defesa também destacou que, em 2023, a gestão municipal adotou medidas para ampliar a transparência na compra e gestão de medicamentos. Em comunicado, afirmou:

“Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta.”

José da Penha

A Prefeitura de José da Penha declarou que investigações desse tipo são “comuns” quando há indícios de irregularidades em contratos com empresas que mantêm vínculos com diferentes municípios.

O município confirmou que firmou contratos com a empresa investigada entre 2023 e 2025 e afirmou que todos ocorreram “dentro da legalidade” e “sem nenhum ilícito”.

Segundo a prefeitura, os mandados de busca foram cumpridos nas residências dos secretários de Planejamento e de Saúde, além do pregoeiro municipal, tendo sido apreendidos apenas aparelhos celulares. A administração informou ainda que fornecerá todos os contratos à PF no prazo de 30 horas.

Até a última atualização, os demais municípios citados não haviam se manifestado publicamente.

Contexto e impactos institucionais

A operação amplia o debate sobre a transparência e o controle na aplicação de recursos públicos destinados à saúde, um dos setores mais sensíveis da administração pública. As auditorias da CGU e a atuação da Polícia Federal reforçam o papel dos órgãos de controle na fiscalização de contratos administrativos e no combate a eventuais irregularidades que possam comprometer o atendimento à população.

Especialistas em gestão pública destacam que investigações desse tipo podem gerar impactos políticos e administrativos, como revisões de contratos, suspensão de fornecedores e adoção de novos protocolos de compliance nos municípios.


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