Operação Overclean chega à 9ª fase, amplia cerco a políticos e empresários e já bloqueia R$ 271,7 milhões
Com investigação sob sigilo no STF, operação da Polícia Federal apura contratos fraudulentos, bloqueia milhões e alcança políticos, empresários e operadores ligados a emendas parlamentares

A Polícia Federal avançou para a nona fase da Operação Overclean, ampliando o alcance das investigações sobre desvios de emendas parlamentares, fraudes em licitações e atuação de uma organização criminosa com ramificações políticas e empresariais em diversos estados. Segundo informações oficiais da PF, ao menos R$ 271,7 milhões já foram bloqueados ao longo de três etapas da apuração. O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas, envolvendo recursos públicos federais e estaduais. A operação teve início a partir da apuração de desvios de verbas de emendas parlamentares destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), além da atuação de empresários junto a agentes públicos para destravar contratos e liberar pagamentos.
Em abril de 2025, a PF deflagrou uma das fases de maior impacto da Overclean, cumprindo mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. Entre os principais alvos esteve o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, que integrou a executiva nacional do União Brasil. À época, ele negou qualquer irregularidade. Segundo os investigadores, Moura teria atuado como articulador político do esquema, usando sua influência para destravar contratos e facilitar pagamentos.
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