Orientadora e equipe gestora de escola em Ji-Paraná são investigadas por expor aluno autista ao sol como punição
Caso de suposta negligência em escola municipal de Rondônia desperta repúdio e debate sobre direitos de crianças com transtorno do espectro autista; investigação envolve PM e MP

A orientadora pedagógica e a equipe gestora da escola municipal Ruth Rocha, em Ji-Paraná, no estado de Rondônia, estão sob investigação após denúncia de que um aluno de oito anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (tea), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (tdah) e epilepsia, foi submetido a uma punição que o deixou exposto ao sol por horas, sem acesso a água.
O incidente ocorreu em 20 de agosto de 2025 e veio a público nesta semana, quando a mãe da criança procurou a Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) para registrar a ocorrência.
De acordo com o relato da mãe, o menino foi encaminhado à direção da escola após se recusar a realizar atividades escolares, uma situação recorrente tratada anteriormente de forma similar. No entanto, dessa vez, a orientadora determinou que ele permanecesse sozinho em um banco ao ar livre, entre 14h e 16h30, sob o sol intenso típico da região amazônica.
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