Pastor tem prisão preventiva mantida após morte de mulher trans em Santos; caso choca comunidade LGBTQIA+
Luane Costa da Silva, de 27 anos, foi encontrada sem vida em motel da Vila Mathias. Suspeito alega legítima defesa, mas contradições no depoimento levaram à manutenção da prisão

Um pastor evangélico de 45 anos permanece detido após ter sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça de São Paulo. Ele é o principal suspeito da morte de Luane Costa da Silva, mulher trans de 27 anos, encontrada sem vida em um quarto de motel na Vila Mathias, em Santos, litoral paulista. O crime ocorreu na noite de terça-feira (22).
Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito, que não teve a identidade revelada, alegou em depoimento que entrou em luta corporal com a vítima após uma discussão sobre pagamento. No entanto, contradições em seu relato e evidências coletadas no local levaram a Justiça a manter sua prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (23).
O caso ganhou repercussão nacional e mobilizou a comunidade LGBTQIA+ da Baixada Santista. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito admitiu ter contratado os serviços da vítima por R$ 100, mas afirmou que desistiu do programa ao descobrir que ela era uma mulher trans. A situação teria evoluído para um conflito após Luane exigir pagamento adicional.
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