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Pecuaristas dizem que não são recebidos por Marcos Rocha e alertam para colapso no setor

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Via Painel Político

O Sindicato Rural de Cacoal, distante 481 quilômetros de Porto Velho, Rondônia, enviou um oficio para o governador Marcos Rocha em mais uma tentativa de serem ouvidos e para pedir ajuda e alertar sobre mudanças tarifárias que podem impactar e colapsar o setor agropecuário.

Cerca de 100 mil pecuaristas podem sofrer perdas como demissões e fechamento de negócios. Os produtores dizem que estão sofrendo prejuízos com a venda de seus rebanhos.

O valor da arroba do boi não tem sido competitiva com grandes centros como São Paulo e Goiás. O pagamento no estado tem oscilado entre R$ 30, 00 a 60, 00 por arroba. Comparando esse valor com outros estado as perdas calculadas são de cerca de R$ 500,00 por animal. Em um ano os prejuízos em Rondônia em compra e venda de gado são estimados em R$ 2,5 milhões.

As altas cargas tributárias, segundo os produtores estão gerando um represamento em torno de 16 milhões de cabeças de gado, em razão da retenção no volume de abates, pelo fechamento de algumas plantas frigoríficas e pela retenção da saída de animais vivos devido à alta taxação tributária. O estado precisa abater 1,2 milhão de animais para sair do risco de colapso agropecuário.

“O governo precisa compreender que manter pauta livre, permite a atuação das forças de autoajuste do mercado. É um equívoco acreditar que vão sair animais e inviabilizar o abate em Rondônia. Pelo contrário, é a pauta proibitiva que dá poder para a indústria manipular preços, forçar como reação a saída de animais além do ponto de equilíbrio e, portanto, isto sim acaba por causar prejuízo tanto para a indústria, como para o Estado e aos produtores” diz Alex Guaitolini do Sindicato Rural de Cacoal.

Os pecuaristas reivindicam que o governo estadual baixe a alíquota para abrir as fronteiras e equilibrar o mercado. Outro ponto é que o Ministério da Agricultura possa habilitar novas plantas de exportação para atender a demanda, considerando que o estado tem apenas uma indústria que pode levar produtos direito para a China.

No dia 11 de março os pecuarista agendaram uma reunião com governador em Cacoal. O encontro foi desmarcado e não foi reagendado. O Sindicato fez duas reuniões com a Secretaria de Estado de Finanças para tentar mediar um diálogo de redução da alíquota de venda dos animais sem impactar os frigoríficos.

O setor defende união da Bancada Federal, Senadores e do governo para evitar uma crise como fechamento de indústrias, demissões em massa e bloqueios de rodovias em forma de protestos.

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