Pesquisa eleitoral Rondônia 2026: o cenário do 1º e 2º turnos
Levantamento RealTime Big Data mostra senador à frente no 1º e 2º turnos. Entenda o cenário, a margem de erro e os desafios dos adversários na disputa
📋 Em resumo ▾
- O senador Marcos Rogério (PL) lidera o cenário estimulado com 36%, seguido por Adaílton Fúria (PSD) com 28% e Hildon Chaves (União) com 13%.
- No segundo turno, o senador mantém vantagem em todos os confrontos testados, incluindo uma disputa acirrada contra Adaílton Fúria (44% a 40%).
- Hildon Chaves busca repetir o feito de sua primeira candidatura a prefeito de Porto Velho, quando saiu de posições intermediárias para vencer os favoritos.
- Adaílton Fúria enfrenta rachaduras em sua base, com críticas severas de seu ex-vice, Tony Pablo, que assumiu a prefeitura de Cacoal.
- Por que isso importa: Os dados desenham um tabuleiro eleitoral complexo, onde a consolidação do voto útil e a rejeição definirão o vencedor em um estado historicamente disputado
O senador Marcos Rogério (PL) aparece na dianteira da disputa pelo Governo de Rondônia, segundo pesquisa RealTime Big Data divulgada em julho de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 14 e 15 de julho, aponta vantagem do parlamentar tanto no primeiro quanto no segundo turno, redefinindo as estratégias de campanha no estado.
A matemática do primeiro turno e a disputa pelo segundo lugar
No cenário estimulado, Marcos Rogério registra 36% das intenções de voto. Logo atrás, Adaílton Fúria (PSD) marca 28%, consolidando-se como o principal adversário na disputa.
Hildon Chaves (União) aparece com 13%, enquanto Expedito Netto (PT) soma 10%. As demais candidaturas, incluindo Pedro Abib (MDB), Ricardo Frota (PDT) e Samuel Costa (Rede), oscilam em 1%, dentro da margem de erro.
O grupo de brancos, nulos ou nenhum representa 6%, com 4% de entrevistados que não sabem ou não responderam.
O fator surpresa e a ascensão de Hildon Chaves
A trajetória de Hildon Chaves merece atenção analítica. Em sua primeira candidatura à prefeitura de Porto Velho, o então candidato aparecia em quarto lugar nas pesquisas iniciais da época, considerado fora da disputa principal pelos analistas.
Contra todas as expectativas do cenário político local, ele surpreendeu ao vencer os favoritos e consolidar seu nome na capital. Agora, nesta eleição majoritária, Chaves já organiza sua estrutura de campanha e vem pontuando significativamente.
O dado de 13% no cenário estimulado demonstra que o eleitorado rondoniense ainda reserva espaço para movimentos de recuperação política e que o nome do ex-prefeito mantém capacidade de mobilização.
"A história política de Rondônia mostra que pesquisas iniciais são fotografias, mas a capacidade de reverter cenários adversos é o que define os vencedores."
Fantasmas do passado e rachaduras na base adversária
Apesar da liderança atual, Marcos Rogério carrega o peso de um precedente recente. Em disputas anteriores, o senador chegou a liderar ou figurar em empate técnico nas pesquisas contra o atual governador Marcos Rocha (União Brasil).
No entanto, essa vantagem nas pesquisas não se converteu em vitória, e o senador acabou derrotado nas urnas em 2022. Esse histórico impõe a necessidade de converter a intenção de voto em comparecimento efetivo, evitando que a vantagem se dissipe no dia da eleição.
Do outro lado, Adaílton Fúria enfrenta um desafio interno severo. Após renunciar à prefeitura de Cacoal para disputar o governo, seu vice, Tony Pablo, assumiu o comando do município.
Desde então, o atual prefeito passou a tecer críticas públicas severas à gestão anterior, citando questões fiscais e chegando a sinalizar apoio a Marcos Rogério. Esse movimento expõe uma fragilidade na base de sustentação do candidato do PSD.
Simulações de segundo turno e o desafio da polarização
Nos cenários de disputa direta, Marcos Rogério mantém a liderança. Contra Adaílton Fúria, o placar é de 44% a 40%. Trata-se de uma diferença de apenas quatro pontos percentuais, tecnicamente dentro da margem de erro.
Contra Hildon Chaves, o senador abre vantagem mais confortável, com 51% contra 28%. No confronto com Expedito Netto, a diferença se amplia para 55% a 21%.
Nos cenários sem a presença do senador, Adaílton Fúria se mostra o nome mais forte da oposição. Ele vence Hildon Chaves por 48% a 30% e Expedito Netto por 53% a 22%.
Metodologia e confiabilidade dos dados
O levantamento foi realizado com 1.600 eleitores de Rondônia, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o número RO-04369/2026.
A liderança de Marcos Rogério estabelece um novo patamar para a disputa, mas a proximidade com Adaílton Fúria no cenário de segundo turno indica que a eleição em Rondônia está longe de ser decidida. A margem de quatro pontos é um terreno fértil para viradas, especialmente em um estado onde o voto de protesto e a rejeição costumam pesar na balança.
O grande desafio para os candidatos não é apenas convencer os 54% de indecisos da pesquisa espontânea, mas evitar que a polarização nacional se sobreponha às pautas locais. Quem conseguir traduzir a insatisfação ou a esperança do eleitorado rondoniense em uma narrativa coerente terá a chave para o Palácio Rio Madeira.
Versão em áudio disponível no topo do post.