PGR se manifesta contra prisão domiciliar de Bolsonaro e cita laudo que descarta necessidade hospitalar
Gonet enviou manifestação ao ministro Alexandre de Moraes afirmando que o laudo médico oficial descarta necessidade hospitalar e que a Papudinha oferece assistência adequada ao ex-presidente

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou nesta sexta-feira (20) contra a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no Supremo Tribunal Federal (STF), e é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O documento da PGR chega após o ministro Alexandre de Moraes ter determinado que tanto a defesa do ex-presidente quanto a Procuradoria se pronunciassem sobre os resultados de perícia médica à qual Bolsonaro foi submetido. No último dia 11, a defesa do ex-presidente reforçou o pedido de prisão domiciliar, alegando que ele sofre de multimorbidade crônica — com a coexistência de problemas cardíacos e respiratórios, além de sequelas de cirurgias abdominais — e que estaria sob risco.
A PGR, no entanto, concluiu em sentido contrário. Segundo o parecer do procurador-geral Paulo Gonet, o laudo da perícia “foi categórico ao concluir que as comorbidades apresentadas não demandam assistência em nível hospitalar, assegurando a viabilidade do tratamento no atual local de detenção.”
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