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Planos de saúde empresariais baratos: economia que pode sair cara

Por José dos Santos Santana Júnior*

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Nos últimos anos, muitos brasileiros passaram a buscar planos de saúde mais baratos como alternativa aos preços cada vez mais elevados dos contratos individuais. Nesse cenário, os chamados planos coletivos empresariais, especialmente os vinculados ao MEI, ganharam enorme popularidade. A lógica parece simples: abrir um CNPJ como microempreendedor individual e, com isso, acessar um plano empresarial com mensalidades significativamente menores. A proposta soa prática, rápida e econômica. E é justamente isso que atrai tantos consumidores.

O problema é que essa aparente solução esconde uma realidade pouco conhecida. O que muitos enxergam como um simples “atalho” para economizar pode, na prática, resultar em um dos maiores focos de conflito da saúde suplementar hoje: o chamado plano falso coletivo. Trata-se de contratos empresariais firmados sem a existência de um vínculo profissional real, situação comum quando o MEI é aberto exclusivamente para viabilizar a contratação do plano.

Os riscos costumam surgir com o passar do tempo. No início, o plano barato realmente parece vantajoso. No entanto, os planos coletivos empresariais, diferentemente dos individuais, não estão sujeitos aos limites de reajuste definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os aumentos são calculados com base no desempenho do grupo. Bastam algumas internações, cirurgias, exames ou tratamentos de maior complexidade para que o reajuste anual se torne completamente desproporcional. Há inúmeros relatos de famílias que começaram pagando cerca de R$ 300 e, em poucos anos, passaram a arcar com mensalidades superiores a R$ 900.

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