PMs são flagrados agredindo motociclista durante carreata de Natal em Rondônia
Vídeo mostra policiais do Patamo golpeando jovem pelas costas com cassetetes em Ji-Paraná; caso se soma a série de episódios de violência policial pelo país

Em mais um episódio de violência policial registrado no Brasil, policiais militares foram flagrados agredindo um motociclista pelas costas durante uma carreata de Natal em Ji-Paraná, Rondônia. O incidente, ocorrido na noite de terça-feira (3), foi gravado em vídeo e mostra agentes do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) golpeando um jovem com cassetetes através da janela da viatura em movimento.
Nas imagens, é possível ver o momento em que dois policiais se projetam para fora do veículo oficial e desferem golpes contra o motociclista, que seguia pela via junto com outros condutores. A vítima, que ainda não foi identificada, participava de um evento natalino na cidade quando foi surpreendida pela agressão.
O G1 divulgou o vídeo. CLIQUE AQUI para ver no portal.
A Polícia Militar de Rondônia informou que será instaurado um procedimento investigativo junto à Corregedoria para apurar a conduta dos agentes envolvidos. Segundo a corporação, os policiais poderão ser afastados das atividades operacionais durante as investigações.
Onda de violência policial preocupa autoridades
O caso em Rondônia soma-se a uma série de episódios recentes de violência policial registrados em todo o país. Em São Paulo, dois casos ganharam repercussão nacional nesta semana: um homem foi arremessado de uma ponte por um policial militar na zona sul da capital, e a perícia confirmou que um projétil disparado por um PM causou a morte do menino Ryan de Silva Andrade, de 4 anos, no morro de São Bento, em Santos.
A Corregedoria da PM paulista solicitou a prisão preventiva do soldado envolvido no caso da ponte, enquanto outros 12 agentes foram afastados das funções. O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Cássio Araújo de Freitas, classificou os casos como "falhas pessoais" e afirmou que a instituição não incentiva condutas violentas.
Os episódios têm gerado debates sobre o preparo das forças policiais e a necessidade de revisão dos protocolos de abordagem. Organizações de direitos humanos e especialistas em segurança pública defendem maior rigor na investigação desses casos e mudanças estruturais na formação dos agentes.
