Poder & Bastidores

Política antitarifaço: entre a diplomacia e a crise fiscal

Por Hugo Garbe*

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

Ainda não há uma data para o anúncio das medidas que o governo promete para atenuar os impactos do chamado “tarifaço”, imposto pelos Estados Unidos. Enquanto isso, o tempo corre e, com ele, a apreensão de setores exportadores que observam, preocupados, seus contratos e margens ameaçados. Não é difícil entender a cautela: o espaço fiscal é apertado, a arrecadação não tem fôlego para novos desembolsos e qualquer gasto adicional pressiona metas já fragilizadas.

Nesse contexto, cada dia sem definição reforça a sensação de que o desafio talvez não seja apenas técnico, mas político e diplomático. Criar um pacote que não fira o equilíbrio fiscal exige criatividade e, muitas vezes, concessões internas. Mas também é verdade que a economia, nesse tipo de impasse, responde melhor a soluções negociadas na origem do problema do que a remendos caros no seu desfecho.

O governo afirma que a proposta em estudo não terá impacto nos parâmetros fiscais. É uma meta ambiciosa, quase paradoxal, diante de um cenário que demanda recursos. Subsídios, linhas de crédito e incentivos custam dinheiro, e esse é justamente o recurso mais escasso no momento.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar
💬 Comentários

Carregando comentários…