Painel Rondônia

Preço da gasolina em alta chega a R$ 7,69 o litro e diesel sobe para R$ 7,09 em Porto Velho

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Via Painel Político


O preço da gasolina em Porto Velho chega a R$ 7,69 e o diesel a R$ 7,09 após a Petrobras anunciar um mega-reajuste no preço da gasolina, diesel e gás de botija, na última quinta-feira (10). Os menores preços foram registrados na zona leste da capital nesta sexta-feira (11).

A zona leste da capital tem a gasolina com o menor preço de R$ 6,49 por litro, e o maior de R$ 7,69. Com isso o preço médio da gasolina é de R$ 7,09.

Já o preço do diesel com maior alta foi de R$ 7,09. O menor preço do diesel também ficou na zona leste da capital, chegando a custar R$ 5,76 por litro. Com isso, o preço do diesel representa R$ 6,43 por litro.

O litro da gasolina subiu em média R$ 0,30. Já o litro do diesel subiu R$ 0,10 e custa R$ 6,95 (s500) e R$ 6,99 (s10).

Petrobras reajusta preços


Em meio à disparada dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou na última quinta-feira (10) reajustes nos preços de gasolina e diesel após 57 dias de valores congelados nas refinarias.

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras será:

Gasolina: passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, avanço de 18,77%.

Diesel: passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, avanço de 24,9%.

GLP: passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, alta de 16,06%.

A Petrobras vinha sendo pressionada pelo governo a não elevar os preços, diante da escalada da cotação do petróleo com a guerra na Ucrânia. O governo estudava o congelamento de preços para evitar o impacto da alta dos combustíveis na população.

Motoristas fazem fila e postos

Motoristas fazem filas em postos de combustíveis de Porto Velho, após a Petrobras anunciar um mega-reajuste de 18,8% na gasolina. Em postos de todas as regiões da cidade a fila cruzava o quarteirão, desde o início da noite desta quinta-feira (10).

Há postos que subiram o preço dos combustíveis logo após o anúncio, antes do prazo oficial da Petrobras para a alta em suas refinarias. É o caso de um posto que fica localizado no bairro Trevo do Roque, na Jorge Teixeira com a avenida Nações Unidas. Segundo um funcionário que preferiu não se identificar, o posto está repassando aos consumidores o reajuste que já veio das distribuidoras.

Consumidor deve denunciar aumentos

O Procon-RO orientou os consumidores a denunciarem aumentos de preço nos combustíveis durante esta quinta-feira. De acordo com o órgão, o reajuste antecipado configura “prática abusiva e especulativa”.

Pressionada pelo avanço das cotações do petróleo com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o reajuste de 18,8% na gasolina fará o preço médio passar de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro nas refinarias. Para o diesel, o aumento é ainda maior, de 24,9%. O valor subirá quase R$ 1 por litro, de R$ 3,61 para R$ 4,51.

Projeto para reduzir preço dos combustíveis

O Senado aprovou, na última quinta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 1.472/2021, que altera a forma de cálculo do preço dos combustíveis, além de criar uma Conta de Estabilização. Esse fundo funcionará como um mecanismo de amortecimento contra flutuações do preço do petróleo no mercado internacional. O objetivo é reduzir o valor dos combustíveis nos postos e evitar a oscilação constante de preços para o consumidor. Agora, o projeto segue para a Câmara.

O PL estabelece as diretrizes da política de preços na venda de combustíveis e derivados do petróleo. São elas: proteção dos interesses do consumidor; redução da vulnerabilidade externa; estímulo à utilização da capacidade instalada das refinarias; modicidade de preços internos; e redução da volatilidade de preços internos.

A lógica da Conta de Estabilização será economizar na baixa, retardando a queda dos preços, para posteriormente retardar a alta dos preços, contendo variações de curto prazo. Assim, a fonte prioritária dessa conta sairá da própria margem de variação dos preços.

O texto também estipula que os preços dos combustíveis derivados de petróleo praticados no país tenham como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação.

Uma das críticas do autor do projeto, Rogério Carvalho (PT-SE), e que motivou sua redação, está na fórmula atual de cálculo dos preços dos combustíveis, com base na Paridade de Preços Internacionais (PPI). Desde 2016, a Petrobras adota o PPI, que vincula o preço do petróleo ao mercado internacional tendo como referência o preço do barril tipo brent, que é calculado em dólar. Portanto, o valor internacional do petróleo e a cotação do dólar influenciam diretamente na composição dos preços da companhia.

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