Procuração fraudulenta foi usada para 'roubar' seringal; golpe foi revelado pela PF na Operação Feldberg
Esquema de grilagem de terras em Rondônia envolve documento assinado por empresário morto há dois anos; investigação revela rede de fraudes cartorárias na Amazônia

A 2ª Vara de Comodoro, no Mato Grosso, concedeu liminar em favor de uma família de Rondônia e da empresa E. A. R. MEZABARBA & MARTINS LTDA em um caso que expõe apenas a ponta do iceberg de um esquema sofisticado de fraudes cartorárias e grilagem de terras na Amazônia Legal.
O juiz Ricardo Garcia Maziero determinou a suspensão imediata dos efeitos de uma procuração pública emitida em nome de um homem que já estava morto há dois anos - documento crucial para uma série de transações imobiliárias questionáveis na região.
De acordo com os documentos do processo nº 1000535-14.2025.8.11.0046, no dia 18 de fevereiro de 2008, o Cartório de Paz e Notas de Rondolândia/MT lavrou uma procuração em favor de Eliana Alves Ramos Mezabarba, supostamente assinada por Raimundo Miranda Cunha, então representante da empresa R. MIRANDA CUNHA (atual E. A. R. MEZABARBA & MARTINS LTDA). A procuração teria concedido amplos poderes para transações imobiliárias envolvendo valiosas áreas da Amazônia.
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