Painel Rondônia

Professores revelam falhas na educação de crianças com deficiência em Porto Velho

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Via Painel Político

As políticas educacionais para crianças com deficiência em Porto Velho, Rondônia, estão sendo questionadas por professores da rede de ensino infantil. Os educadores conversaram na condição de anonimato com a equipe de reportagem do PAINEL POLÍTICO, com medo de sofrerem retaliações.

Dizem que os métodos usados pela equipe do prefeito Hildon Chaves (PSDB) e a secretaria municipal de educação são precários e que é necessário mais investimentos e atenção.

Os professores detalharam algumas situações como falta de profissionais, sobrecarga de trabalho, baixos salários, ausência de concurso públicos e pouca prioridade do poder público no atendimento aos deficientes.

De acordo com eles, existem escolas e salas de aula com crianças com deficiência acima da capacidade permitida e com apenas um professor auxiliar. E falou de uma escola onde há um professor para 5 crianças em sala de aula.

Uma situação que prejudica o ensino e a aprendizagem desses menores de idade. Isso por que, os professores não conseguem aplicar metodologias pedagógicas de educação especial para todos os alunos. O resultado é o baixo rendimento e queda no desenvolvimento de alguns estudantes. Os educadores dizem que estão sobrecarregados.

O professor auxiliar é assegurado por lei para cada pessoa com deficiência em idade escolar e dentro de sala de aula. Mas em Porto Velho, como também em Rondônia, faltam profissionais em razão dos baixos salários.

Também não há concursos públicos ou processos seletivo para contratação de profissionais para atuar com crianças especiais. E quem se dispõe trabalhar com estudantes com deficiência recebe horas extras, o que seria incompatível com a jornada de trabalho ou volume de demandas e responsabilidades.

Os baixos salários e o excesso de trabalho estão fazendo os profissionais de educação desistirem da sala de aula. Um dos mestres relatou que ao menos três colegas não querem mais continuar na profissão, apesar de terem habilidades e formação para as funções.

Outro educador mencionou que Rondônia precisa ampliar atendimentos médicos, diagnósticos, acompanhamentos, tratamentos, terapias como também oferecer gratuidade de medicamentos para famílias de crianças, jovens e adultos com deficiência.

Especialista no assunto, ele defende que governo e prefeituras estabeleçam parcerias para atender melhor toda população com deficiência. E criticou o prefeito da Capital, que entregou nesta quinta-feira (30) a carteira de identificação do autista.

“Essas famílias de pessoas com autismo, precisam mais que uma simples carteirinha. Os pais estão tendo que recorrer a justiça e ao Ministério Público para conseguir atendimento médico, escola para os filhos, terapias, remédios, inclusão social e outras coisas. Nem o Estado, nem as prefeituras dão atenção necessária para essas pessoas”.

O educador diz que nos próprios Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) os atendimentos são precários, apesar de existir esforços para melhorar dos profissionais que trabalham nos CAPS.

O Brasil tem mais de 17 milhões de pessoas com deficiência, segundo IBGE. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que esse número compreende 8,4% da população brasileira acima de 2 anos com algum tipo de deficiência.

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