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"Psicopata", diz polícia sobre homem preso após deixar mala com corpo esquartejado em rodoviária de Porto Alegre

Vítima era namorada do assassino; crânio não foi encontrado e ele se recusa a dizer onde está; veja os detalhes desse caso escabroso

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Ricardo Jardim havia sido condenado a 28 anos por matar a mãe e concretar o corpo na parede

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (5), Ricardo Jardim, de 65 anos, suspeito de assassinar sua namorada e descartar partes do corpo dela em locais públicos de Porto Alegre. A prisão ocorreu após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostraram o homem deixando uma mala com o torso da vítima no guarda-volumes da rodoviária da capital gaúcha. O caso é investigado como feminicídio, com indícios de planejamento meticuloso e intenção de desafiar as autoridades.

De acordo com o delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios, Jardim é um publicitário que dominava técnicas de corte e demonstrava um "elevado grau de organização e capacidade criminosa". A polícia o descreve como um "psicopata", extremamente educado, frio e inteligente. "Este homem não pode estar em condições de convívio na sociedade. É uma pessoa que tem capacidade de cometer crimes na sociedade altíssima", afirmou Souza durante coletiva de imprensa.

As investigações revelam que Jardim criava perfis falsos na internet, utilizando imagens geradas por Inteligência Artificial (IA) de um jovem para atrair mulheres. A vítima, uma mulher de cerca de 50 anos cuja identidade não foi divulgada, era namorada do suspeito. A motivação do crime, segundo a polícia, foi "com a intenção de afrontar a sociedade". "Afrontar o estado, afrontar a polícia", explicou o delegado.

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