"Quem invade é o Estado", diz Redano sobre reservas que atingem produtores
Presidente da Assembleia diz que famílias que produzem há décadas foram transformadas em invasoras da noite para o dia e cobra a revogação dos decretos das reservas
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- O presidente da Assembleia de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), voltou a atacar a criação das reservas ambientais que atingiram propriedades rurais no Estado.
- Em vídeo, o parlamentar classificou a medida como "a maior covardia já praticada em Rondônia" e afirmou que "quem invade a propriedade privada é o próprio Estado".
- Segundo Redano, famílias que produzem há décadas foram surpreendidas, sem indenização nem contraditório, e passaram a ter atividades básicas limitadas.
- O deputado conduziu na Casa uma CPI que, segundo ele, apontou irregularidades e recomendou a revogação dos decretos.
- Por que isso importa: é uma das pautas mais sensíveis do campo em Rondônia — e afeta diretamente a rotina e a renda de centenas de famílias produtoras
O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), voltou a se colocar em defesa dos produtores rurais atingidos pela criação de reservas ambientais no Estado. Em vídeo, o parlamentar não poupou palavras: classificou a medida como "a maior covardia já praticada em Rondônia" e disparou que, nesse caso, "o invasor é o Estado".
"O Estado invadindo a propriedade privada"
Para Redano, a criação das áreas de preservação transformou famílias trabalhadoras em invasoras da noite para o dia. O deputado descreve o drama de quem, segundo ele, construiu a vida em terras herdadas de pais e avós, com documentos que comprovariam a propriedade, e viu esse patrimônio virar reserva "sem indenização e sem que ninguém sequer tenha sido ouvido".
Aqui virou Reserva da noite para o dia. Quem está invadindo a propriedade privada é o próprio Estado. — Alex Redano, presidente da ALE-RO
O parlamentar afirma que, com a mudança, atividades básicas do dia a dia rural — roçar, abrir aceiros, criar animais, fazer benfeitorias — passaram a ser limitadas pela legislação ambiental, e relata um sentimento de "pânico e tristeza" entre os atingidos. "Se perderem isso aqui, vão para onde? O cara não tem nem uma casa na cidade", questiona.
A luta na Assembleia
Redano diz ter assumido a bandeira dessas famílias e levado o caso ao plenário. Como presidente da Casa, conduziu uma Comissão Parlamentar de Inquérito que, segundo o deputado, identificou irregularidades no processo de criação das áreas — inclusive quanto ao cumprimento do devido processo legal — e recomendou a revogação dos decretos. Para o parlamentar, a atuação já ajudou a reduzir a pressão sobre os produtores.
(Registre-se, para contexto: as áreas em questão são unidades de conservação, e a revogação recomendada pela CPI não é automática — depende de tramitação e de decisão nas esferas cabíveis. Os decretos seguem em vigor.)
"Chega de covardia"
Ao encerrar, Redano promete manter a pressão. "Para essas famílias, a luta vai além da terra. É pela preservação de uma história construída por gerações e pelo direito de continuar vivendo do trabalho que ajudou a construir Rondônia", afirma o deputado, que garante não abandonar a pauta: "Chega de covardia contra esta gente trabalhadora."
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