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Raízen dá passo decisivo na crise: acordo com credores abre 90 dias para salvar empresa de colapso financeiro

Gigante do setor sucroenergético fecha acordo histórico com credores financeiros, preserva fornecedores e inicia corrida contra o tempo para equacionar passivo bilionário

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Em movimento que promete marcar o mercado financeiro brasileiro de 2026, a Raízen — uma das maiores empresas do setor sucroenergético e de distribuição de combustíveis do país — fechou um acordo de Recuperação Extrajudicial com um grupo de credores — incluindo bondholders e bancos — que representa aproximadamente 40% de sua dívida total, estimada em cerca de R$ 70 bilhões. O anúncio formal estava previsto para ocorrer ainda nesta terça-feira, 10 de março.

O acordo representa um passo estruturante em uma das maiores e mais complexas reestruturações de dívida corporativa da história do Brasil — e abre um prazo de 90 dias para que a companhia busque uma solução abrangente para sua crise financeira junto ao conjunto mais amplo de credores.

Fornecedores preservados

Um ponto central do acordo é a proteção da cadeia produtiva: segundo informações apuradas, os fornecedores da Raízen não serão afetados pelas condições negociadas. A empresa havia sinalizado essa intenção desde o início das tratativas. Em comunicado anterior, a companhia afirmou que “continuará operando normalmente” e reforçou “o seu compromisso de que as medidas acima mencionadas não impactarão seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação”.

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