Redano cria fórum econômico na ALE para reposicionar Rondônia; veja cobertura especial
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Redano cria fórum econômico na ALE para reposicionar Rondônia; veja cobertura especial

📋 Em resumo
  • Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) lança fórum permanente com setor produtivo, TCE-RO, Sefin e especialistas
  • Presidente Alex Redano defende antecipação de debates para evitar revogações e aumentar previsibilidade ao empresariado
  • Economista Pablo Spyer alerta: crises globais, dólar e IA impactam diretamente agro e logística rondonienses
  • Deputado Cirone Deiró e secretário Márcio Passos reforçam necessidade de diálogo técnico antes da tramitação legislativa
  • Por que isso importa: Mudança de postura do parlamento pode alterar equilíbrio na formulação de políticas públicas em ano pré-eleitoral
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A Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) deu início à criação de um fórum permanente voltado ao debate econômico, tributário e produtivo do estado. O encontro, realizado em Porto Velho, reuniu deputados, representantes do setor empresarial, Tribunal de Contas de Rondônia (TCERO), Secretaria de Finanças (Sefin) e especialistas em economia nacional e internacional.

Redano: "Fórum nasceu para proteger a população e evitar revogações"

A proposta surgiu após discussões entre empresários de Ji-Paraná e parlamentares durante encontros promovidos na Rondônia Rural Show Internacional em 2025. O objetivo é criar um espaço técnico para analisar projetos do Executivo que impactam as empresas rondonienses, discutir impactos tributários e construir soluções para gargalos históricos.

"Esse fórum nasceu para proteger a população e permitir que os projetos sejam discutidos antes de chegar ao plenário. No passado, projetos polêmicos causaram problemas justamente pela falta desse diálogo e tiveram de ser revogados", afirma Alex Redano, presidente da ALE-RO (Republicanos).

Redano destacou que a Assembleia e a Sefin passaram a construir propostas em conjunto antes da tramitação legislativa. Segundo ele, a criação do fórum também abre espaço para participação direta do setor produtivo.

"O Estado está ganhando um corpo técnico a custo zero. Empresários, entidades e especialistas passam a contribuir diretamente na construção de soluções para Rondônia", declara o parlamentar.

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Alex Redano - Presidente ALE-RO

Cirone Deiró: "Emprego pleno nasce da relação entre quem produz e o Estado"

O deputado estadual Cirone Deiró (União Brasil) afirmou que o setor produtivo passou anos sem representatividade dentro do parlamento estadual e defendeu a aproximação entre empresários e poder público.

"Emprego pleno nasce dessa relação entre quem produz, quem paga imposto e a máquina pública. Quem veio do setor empresarial como eu, conhece as dores de quem gera emprego", disse.

Cirone também classificou o fórum como uma ferramenta de proteção para o empresariado rondoniense.

"A criação desse espaço traz segurança para quem investe e ajuda o Estado a tomar decisões alinhadas com a realidade da sociedade", afirmou.

Cirone Deiró - Deputado estadual

Sefin: "Não atuamos de forma punitiva, mas colaborativa"

O secretário adjunto de Finanças de Rondônia, Márcio Alves Passos, defendeu os projetos tributários encaminhados pelo Executivo e afirmou que as mudanças nacionais na política de arrecadação exigem atualização constante dos estados.

"A Sefin não atua de forma punitiva. Nosso trabalho é informativo e colaborativo. Os projetos aprovados ajudam Rondônia a manter equilíbrio fiscal diante da nova realidade tributária do país", afirmou.

Guilherme Erse - Gabinete de Relações Institucionais ALE RO

TCE-RO: "Estado cresceu de R$ 8 bi para R$ 18 bi em oito anos"

O conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado, Francisco Júnior Ferreira da Silva, apontou crescimento econômico de Rondônia nos últimos anos e colocou o órgão à disposição para contribuir com o debate técnico.

"Rondônia saiu de um orçamento de R$ 8 bilhões para R$ 18 bilhões em oito anos. O estado cresce e o Tribunal de Contas está disponível para colaborar na melhoria dos serviços públicos", declarou.

Jesualdo Pires - Ex-prefeito de Ji-Paraná, pré-candidato dep. Fed.

Pablo Spyer: "Guerra no Oriente Médio afeta petróleo, tecnologia e alimentos"

O economista Pablo Spyer apresentou um panorama internacional sobre inflação, conflitos geopolíticos e transformação tecnológica. Segundo ele, guerras no Oriente Médio, disputa comercial entre potências e mudanças energéticas já impactam diretamente os preços globais.

"A guerra no Oriente Médio afeta petróleo, tecnologia e alimentos. Isso chega ao prato do brasileiro e aumenta a pressão inflacionária no mundo inteiro", afirmou.

Spyer também apontou a inteligência artificial como eixo central da nova disputa econômica global. O economista citou ainda o potencial brasileiro nas reservas de terras raras, consideradas estratégicas para produção tecnológica.

"Um quinto das terras raras do mundo está no Brasil. Isso pode mudar a economia nacional, mas exige investimento pesado e planejamento do Estado brasileiro", disse.

Ao abordar o cenário internacional, Pablo Spyer afirmou que o dólar segue como peça central da economia mundial e que crises geopolíticas tornam o mercado mais instável.

"O dólar continua indispensável como moeda global. Qualquer conflito ou decisão política no mundo interfere diretamente no comportamento da moeda", explicou.

Entre os fatores de risco apontados pelo economista estão as eleições americanas de meio mandato, tensões entre China e Taiwan, conflitos no Oriente Médio e disputas diplomáticas envolvendo Rússia, Estados Unidos e Venezuela.

Pablo Spyer - Economista

Gargalos históricos seguem na mesa — e o teste é a execução

Rondônia continua distante dos grandes centros decisórios do país, depende praticamente de um único modal logístico e convive com gargalos que atravessam governos há décadas: regularização fundiária lenta, licenciamento ambiental travado, infraestrutura insuficiente e baixa capacidade industrial.

A BR-364 segue como espinha dorsal econômica do estado. O custo do frete reduz competitividade. A dependência rodoviária aumenta vulnerabilidade em períodos de crise climática ou alta do combustível. Enquanto isso, estados concorrentes avançam em ferrovia, portos, industrialização e atração tecnológica.

O debate sobre inteligência artificial apresentado por Pablo Spyer também expôs outro ponto sensível: Rondônia corre o risco de continuar exportando apenas matéria-prima enquanto o valor agregado permanece nos grandes centros e no exterior.

"A guerra econômica hoje passa pela inteligência artificial, energia e minerais críticos", alerta Pablo Spyer, economista.

Laerte Gomes - Deputado Estadual

Próximos passos do fórum incluem agenda técnica e participação contínua do setor produtivo

A criação do fórum permanente de debates econômicos pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) estabelece um novo fluxo de diálogo entre parlamento, Executivo, setor produtivo e órgãos de controle. A proposta é que os encontros ocorram de forma regular, com pautas definidas antecipadamente e participação técnica de especialistas.

Segundo o presidente da ALE-RO, deputado Alex Redano (Republicanos), a iniciativa deve gerar subsídios para a análise de projetos legislativos com impacto econômico, além de propor alternativas para gargalos históricos como logística, licenciamento ambiental e competitividade industrial.

"O Estado está ganhando um corpo técnico a custo zero. Empresários, entidades e especialistas passam a contribuir diretamente na construção de soluções para Rondônia", declara Redano.

Hildon Chaves -Ex-prefeito de Porto Velho/ Pré-candidato governo

A expectativa dos participantes é que o fórum produza recomendações técnicas que possam ser incorporadas à tramitação de projetos, aumentando a previsibilidade para investidores e reduzindo retrabalho legislativo.

Entre os temas já sinalizados para as próximas reuniões estão: atualização do marco tributário estadual, incentivos à industrialização de matérias-primas locais, integração logística com outros estados e preparação de Rondônia para demandas globais como transição energética e economia digital.

Márcio Freitas - Empresário / Pré-cand. Dep. Fed.

O espaço também deve funcionar como canal de escuta ativa do setor produtivo, permitindo que demandas de diferentes regiões do estado sejam sistematizadas e apresentadas de forma organizada ao parlamento e ao Executivo.

A continuidade da iniciativa dependerá da adesão das entidades representativas, da disponibilidade técnica dos órgãos participantes e da capacidade de transformar debates em propostas legislativas ou administrativas concretas.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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