Rondônia: Madeira baixa a 1,98 metro, o menor nível em mais de meio século e afeta preços de combustíveis e energia
Com volume de carga reduzido e tráfego noturno proibido, combustível na região já está mais caro; situação deve melhorar só no final de setembro, aponta especialista

Os danos causados pela seca severa que assola diferentes partes do Brasil têm causado prejuízos a quem depende de transportes fluviais na região Norte. Em Rondônia, o Madeira, um dos principais rios do país, baixou a 1,98 metro nesta quinta-feira (22). A marca é a menor para um mês de agosto em 57 anos, desde que os níveis do curso d'água começaram a ser monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Há dois meses, não há chuva significativa na capital Porto Velho, trecho em que imensos bancos de areia se formaram. Dados do SGB previam que o nível médio para o período variasse em torno de 4 metros. Com a estiagem prolongada, o rio tem ficado 2 metros abaixo do esperado, o que resulta em acúmulo de sedimentos no leito do Madeira e bloqueia o escoamento de água.
— É uma cota muito baixa para esse momento do ano. Se analisarmos todos os dias 22 de agosto de anos anteriores, desde 1967 até hoje, o nível do rio nunca esteve em 1,98 metro ao longo desse intervalo. É a marca mais baixa para essa época do ano — detalha o engenheiro hidrológico do SGB, Marcus Suassuna.
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