Painel Rondônia

Se a direita se unir, pode derrotar Lula em 2026 com Ciro ou Gusttavo Lima

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira aponta queda do petista e fragmentação da direita

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Brasília, 03/02/25 - Por Alan Alex - Os números da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta segunda-feira, 3, mostram que a sucessão (ou reeleição) de Lula está longe de ser um consenso no país. Mesmo com números positivos ao petista, ela indica que o governo precisa acertar, e muito, na comunicação, e principalmente, na economia.

Com taxa de juros em 13,25%, inflação oficial em 4,83%, bem longe da realidade que os brasileiros encontram nos supermercados e nos postos de combustíveis, além do aperto na fiscalização da Receita Federal, Lula vê escorrer entre os dedos sua popularidade.

Somado a isso, uma oposição cada vez mais consolidada, em um Congresso com humor flutuante, a tendência é o governo enfrentar um 2025 difícil, principalmente em relação a pautas que poderiam ‘salvar’ ou ao menos melhorar os indicadores econômicos.

Por outro lado, a direita vem se mostrando cada vez mais mobilizada, e começa a conquistar corações e mentes (e claro, votos) dos eleitores. E eis que surge um nome com fortes chances de derrotar o petista em 2026, o cantor Gusttavo Lima, que decidiu colocar seu nome como candidato à presidência. De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, “com 35% das intenções de voto contra 41% do atual presidente, o artista sertanejo demonstra um potencial eleitoral que supera políticos tradicionais do campo conservador".

E a explicação, segundo Nunes, “está no expressivo índice de conhecimento nacional do cantor, que se aproxima dos 80% - número significativamente superior ao de políticos estabelecidos".

E com esses números expressivos, além da possibilidade real de competir com Lula em ‘pé de igualdade', partidos e lideranças de centro e direita começam a enxergar uma ‘luz no horizonte', tendo em vista que os políticos tradicionais, mesmo com esforço considerável, não possuem a mesma capilaridade de Lima. O que falta a direita, é chegar a um consenso sobre qual nome deve capitanear o projeto para 2026.

No dia 2 de janeiro deste ano, logo após o anúncio do cantor, escrevi a análise abaixo, apontando exatamente a alta capilaridade eleitoral do sertanejo, dado ao fato dele já ter feito shows em praticamente todos os rincões do país, ser extremamente popular, e favorável às pautas conservadoras, que se mostram enraizadas no cotidiano dos brasileiros.

Pesquisas apontam que o percentual de brasileiros que se identificam como conservadores pode variar, mas sugerem que em torno de 30% a 40% da população se considera conservadora. Esse número pode flutuar com base em questões específicas, como políticas sociais, econômicas e culturais.

Ao lado de Gusttavo Lima, outro nome que desponta, mas sem consenso na direita, é Ciro Gomes, que vem mantendo seu discurso anti-Lula e anti-PT desde sempre.

Ciro de longe é muito mais preparado que Gusttavo Lima, e já conta com uma multidão de simpatizantes, e na mesma pesquisa, no primeiro cenário, Ciro tem 9 pontos, e Gusttavo Lima 12 (com e sem Tarcísio de Freitas que surge com 13%, mas sem a mesma capilaridade).

Pablo Marçal, quando colocado no cenário, desequilibra, mas há que se considerar que tanto ele, quanto o sertanejo possuem alta rejeição, o que pode ser revertido com uma boa campanha. Abaixo, os cenários divulgados pela Quaest:

Cenário 1

Cenário 2

Cenário 3 (taxa de rejeição)

Principais destaques da pesquisa Genial/Quaest

  1. Liderança de Lula

  1. Cenário sem Bolsonaro

  1. Principais adversários testados

  1. Destaque surpreendente

  1. Contexto político

Análise do momento

A pesquisa revela um cenário onde Lula mantém a liderança, mas com sinais de desgaste. A novidade é a inclusão e o desempenho surpreendente de Gusttavo Lima, que mesmo sem experiência política prévia, apresenta números competitivos.

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É importante notar que ainda estamos a mais de um ano das eleições, e o cenário pode mudar significativamente. Fatores como:

Podem alterar substancialmente este quadro até 2026.