Silas Malafaia é alvo de operação da PF no Rio por suspeita de coação em processo de golpe de Estado
Pastor é abordado no Galeão, tem celulares apreendidos e está proibido de deixar o país

A Polícia Federal realizou, no início da noite desta quarta-feira (20 de agosto de 2025), uma operação contra o pastor Silas Malafaia, figura pública conhecida por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação ocorreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde Malafaia foi abordado ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa. Ele foi alvo de mandados de busca pessoal e apreensão de celulares, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de um inquérito que investiga o crime de coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Contexto da operação
A operação está inserida nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, que tem como réus Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo. Segundo a Polícia Federal, Malafaia é suspeito de atuar como orientador e auxiliar em ações de coação e obstrução contra autoridades que conduzem o processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente às medidas contra o pastor, em parecer datado do dia 15 de agosto.
De acordo com Gonet, há evidências de diálogos e publicações que indicam a participação de Malafaia em práticas para interferir ilicitamente na Ação Penal nº 2668, na qual Bolsonaro é réu. "Impõe-se concluir que estão associados no propósito comum, bem como nas práticas dele resultante, de interferir ilicitamente no curso e no desenlace da ação penal", destacou o procurador em seu parecer.
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