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STF condena Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

Primeira Turma do Supremo considera ex-presidente e integrantes de seu governo culpados por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

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Em um julgamento histórico que analisou as ações pós-eleição de 2022, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quinta-feira (11), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete de seus principais aliados por envolvimento na trama golpista que visava manter o então mandatário no poder.

A Turma entendeu que o grupo articulou um plano para subverter a ordem democrática e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O colegiado, composto pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente), considerou provadas as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) com base em um vasto conjunto de evidências, que inclui lives, reuniões ministeriais, documentos apreendidos e os atos violentos de 8 de janeiro de 2023.

Os réus condenados são:

Placares e divergências

O julgamento foi marcado pela divergência constante do ministro Luiz Fux, que votou pela absolvição dos réus em vários crimes. A análise contra Alexandre Ramagem pelo crime de dano qualificado foi suspensa. Os placares foram os seguintes:

Próximos passos e penas

Com as condenações definidas, a Turma seguirá para a fase de dosimetria, onde debaterá e definirá a pena individual para cada condenado. A legislação prevê penas máximas que, se somadas, podem chegar a 43 anos de prisão.

Os crimes e suas faixas de pena são:

Importante destacar que a prisão não é imediata. Após a dosimetria, a defesa dos condenados ainda poderá interpor embargos declaratórios, e o cumprimento da pena só se inicia após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais recursos possíveis. Atualmente, Bolsonaro e Braga Netto já estão presos preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, por outros motivos.

A decisão reforça o entendimento do STF de que as evidências apontam para uma tentativa concreta e articulada de ruptura da ordem constitucional. Como afirmou a PGR, o núcleo do plano "organizou e executou uma série de ações, entre 2021 e 2023, para tentar impedir a posse e o exercício de mandato do presidente eleito".


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