STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco
Em decisão unânime, a Primeira Turma do STF fixou penas que superam 70 anos para os mandantes, punindo a articulação entre política e milícias no Rio de Janeiro

Em um desfecho histórico para a justiça brasileira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta manhã, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão. Eles foram apontados como os planejadores e mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.
O julgamento foi marcado pela convergência dos ministros em relação à gravidade do crime e ao impacto institucional da atuação das milícias. Votaram pela condenação o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino.
As penas e os condenados
A Turma acolheu parcialmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), estabelecendo as seguintes sentenças:
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