STF determina bloqueio de redes sociais da revista Timeline, projeto de Lacombe e Allan dos Santos
Decisão judicial que tramita em sigilo levou à suspensão dos perfis no X, Instagram e YouTube do veículo fundado em outubro de 2024

Em uma decisão que repercute nos meios de comunicação e nas redes sociais, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio das contas da Revista Timeline em diversas plataformas digitais na última segunda-feira (27/1). O veículo, fundado em outubro de 2024, tem como criadores o jornalista Luís Ernesto Lacombe, ex-apresentador da TV Globo, o blogueiro Allan dos Santos e o apresentador Max Cardoso, do Terça Livre.
A medida judicial, que tramita em sigilo, resultou na suspensão simultânea dos perfis da revista no X (antigo Twitter), Instagram e YouTube. Segundo informações obtidas através de prints compartilhados nas redes sociais, a retenção da conta no Instagram foi justificada por uma "legal demand" (demanda legal).
Em pronunciamento por vídeo, Lacombe classificou a ação como "censura" e afirmou desconhecer os motivos específicos que levaram ao bloqueio. "A conta da Revista Timeline no X foi bloqueada por ordem do Supremo Tribunal Federal. Não temos informações sobre o motivo", declarou o jornalista.

Questionamentos legais
A defesa do veículo, representada pelo advogado André Marsiglia, contestou o procedimento legal adotado. "A exclusão significa que a plataforma recebeu uma intimação do STF, mas a revista, a maior interessada, não. A legislação obriga que as partes todas sejam intimadas pessoalmente. Ninguém pode ser punido sem saber a razão. Totalmente ilegal", argumentou o advogado em comunicado.
Apesar das restrições impostas às redes sociais do veículo, o site da Revista Timeline permanece ativo e acessível aos leitores.
Contexto
A Timeline foi lançada em outubro de 2024, reunindo figuras conhecidas do meio jornalístico e digital. Lacombe, um dos fundadores, ganhou notoriedade após sua saída da TV Globo e posterior passagem pela RedeTV!. Já Allan dos Santos, outro nome por trás do projeto, é conhecido por seu histórico de confrontos com o STF, tendo inclusive sido alvo de investigações anteriores.
O Supremo Tribunal Federal, quando procurado para comentar o caso, limitou-se a informar que o processo tramita em sigilo, não fornecendo detalhes adicionais sobre as motivações da decisão ou o escopo da investigação em curso.
A medida tem gerado intenso debate nas redes sociais, especialmente entre perfis ligados a setores da direita política, que questionam os fundamentos da decisão e suas implicações para a liberdade de expressão no ambiente digital.
