STF mantém prisão de Braga Netto por unanimidade em meio a investigações de tentativa de golpe
Ex-ministro da Defesa permanecerá detido após Primeira Turma do Supremo rejeitar pedido de liberdade. Militar é acusado de financiar atos golpistas e tentar pressionar comandantes das Forças Armadas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (14), manter a prisão preventiva do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro. O julgamento, realizado em plenário virtual, terminou com placar de 5 a 0, rejeitando o pedido de liberdade apresentado pela defesa do militar.
Acusações graves
Braga Netto foi preso preventivamente pela Polícia Federal em 14 de dezembro de 2024, como parte da operação que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo as investigações, o general teria participado ativamente do financiamento de atividades golpistas, incluindo a entrega de recursos em uma sacola de vinho, fato revelado em depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid em sua colaboração premiada.
A Primeira Turma, composta pelos ministros Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia, manteve o entendimento sobre a necessidade da prisão preventiva, considerando a gravidade das acusações e os riscos à investigação.
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