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STF reabre inquérito contra Valdemar Costa Neto: PL enfrenta risco iminente de perda de registro por ataques sistemáticos à democracia

De questionamentos às urnas a invasões golpistas: a trajetória do Partido Liberal pode culminar na perda de registro eleitoral

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Em um desdobramento que intensifica a crise no coração da oposição brasileira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por quatro a um, na terça-feira (21 de outubro de 2025), pela reabertura do inquérito contra Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), por suposto financiamento e incentivo a uma rede de desinformação destinada a minar a confiança no sistema eleitoral.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes destacou evidências de que o dirigente partidário atuou em conluio com réus da trama golpista de 2022-2023, configurando possíveis crimes de organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A decisão não apenas expõe Valdemar a risco de prisão preventiva, mas eleva o PL a um patamar de ameaça coletiva à democracia, abrindo caminho para sanções drásticas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo a cassação de seu registro partidário. O episódio se insere em um padrão recorrente de ações do PL que, desde a filiação de Jair Bolsonaro à legenda em novembro de 2021, transformou o partido em epicentro de narrativas conspiratórias contra as urnas eletrônicas e as instituições democráticas.

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