Suprema Corte dos EUA autoriza deportação de mais de 500 mil imigrantes
Decisão abre caminho para revogação do status legal temporário de venezuelanos, cubanos, haitianos e nicaraguenses
Nesta sexta-feira (30), a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão que pode alterar a vida de mais de 500 mil imigrantes. Por maioria, os juízes autorizaram o governo do presidente Donald Trump a revogar o status legal temporário de 532 mil venezuelanos, cubanos, haitianos e nicaraguenses que vivem no país. A medida, que havia sido suspensa pela Justiça de Boston em abril, agora abre espaço para a deportação dessas pessoas, marcando um novo capítulo na política imigratória americana.
O programa de liberdade condicional de imigração, implementado em 2022 pelo então presidente Joe Biden, permitia que cidadãos dessas nacionalidades obtivessem um visto temporário de dois anos para residir e trabalhar nos Estados Unidos. Para isso, era necessário um "patrocinador" norte-americano que custeasse a viagem. A iniciativa tinha como objetivo reduzir as travessias ilegais na fronteira, oferecendo uma entrada legal por via aérea. A liberdade condicional, segundo a lei americana, é concedida por "motivos humanitários urgentes ou benefício público significativo".
Contexto da decisão
Em março deste ano, Trump anunciou a revogação do programa, uma de suas primeiras medidas após reassumir a Presidência. A decisão foi contestada na Justiça por imigrantes afetados, que conseguiram uma suspensão temporária em Boston. No entanto, o caso chegou à Suprema Corte, que agora deu sinal verde para o governo prosseguir com a medida. A corte, composta por nove juízes, não divulgou o placar da votação, mas informou que duas magistradas foram contrárias à decisão. Nenhuma justificativa oficial foi apresentada.
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